O presidente reeleito Lula (PT) começou a articular a composição ministerial do novo governo, que deve incluir o Ministério da Segurança Pública. O promotor Lincoln Gakiya, conhecido pelo combate ao PCC, e o senador Camilo Santana são cotados para a nova pasta.

Para o Ministério da Fazenda, dois nomes aparecem ao mesmo tempo: o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, reeleito com a maior votação percentual do país, e o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin. Fonteles foi secretário da Fazenda do Piauí entre 2015 e 2022.

Fonteles já negou, na semana passada, que tenha tratado de cargo no novo governo com Lula, em declaração à imprensa.

A hipótese de Alckmin assumir a Fazenda já havia sido levantada dias antes, quando outros nomes também apareceram na disputa pelo cargo.

Outros nomes cotados: Camilo Santana ou Haddad para a Casa Civil, e João Campos, ex-prefeito do Recife, para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Haddad também aparece para o Itamaraty.

O deputado André Janones, que mobilizou 10 milhões de usuários no WhatsApp durante a campanha, pode assumir a Secretaria de Comunicação Social. Na Defesa, José Múcio Monteiro vai deixar o comando da pasta, e o general Tomás Paiva pode assumir o GSI.

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As negociações, segundo o Terra Brasil Notícias, "ainda estão em fase inicial". Lula só deve decidir a composição ministerial depois de 16 de novembro, quando retornar de viagem à Turquia e às Filipinas.

O presidente também negocia a permanência e a ampliação do espaço de partidos do Centrão, como MDB, PSD, PP e Republicanos, para ampliar a base no Congresso.

Dois nomes para uma vaga só

A coexistência de Fonteles e Alckmin na lista para a Fazenda mostra que as negociações "ainda estão em fase inicial". A escolha vai sinalizar se Lula prioriza um governador recém-reeleito com perfil técnico ou o vice-presidente, que comandou a articulação da campanha.

O que acontece agora

Lula não deve anunciar nenhum nome antes de voltar da viagem à Turquia e às Filipinas, a partir de 16 de novembro. Até lá, o Ministério da Segurança Pública segue sem ministro definido, dependente da aprovação da PEC da Segurança no Congresso.

Governadores derrotados nas eleições e parlamentares do Centrão também disputam espaço na Esplanada enquanto a decisão não é anunciada.