O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador político da campanha de Lula (PT), afirmou nesta quarta-feira (21) que o presidente aceita as condições de Flávio Bolsonaro (PL) para abrir sigilo bancário, fiscal e telefônico. A resposta formal vai ao TSE nesta quinta (22), às 11h.

"De todas as condicionantes que ele colocou o presidente só tem a dizer que não se opõe absolutamente nada", disse Camilo Santana.

Quais são as condições de Flávio?

Flávio exige a abertura do sigilo de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e de outros auxiliares cujos telefones teriam sido usados pelo presidente.

Marcola deixou a campanha em agosto após admitir repasse de um lobista, episódio que a defesa de Lula já tratou publicamente.

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A campanha petista questionou a ausência da empresa Halcazar Holding na lista de Flávio. Segundo o PT, o senador do PL mantém ali conta compartilhada com o advogado Wiler Tomaz, e esse sigilo também deveria abrir.

O desafio nasceu no debate da Band, em 18 de outubro, quando Lula propôs a abertura mútua. Dois dias depois, o petista protocolou autorização no TSE e no STF para liberar os próprios dados dos últimos oito anos.

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Mais cedo nesta quarta, o vice-presidente Geraldo Alckmin já havia chamado a resposta de Flávio de "desculpa", defendendo que todo candidato preste contas à população.

O que acontece agora

A resposta formal vai ao TSE nesta quinta-feira (22), às 11h — o mesmo horário é o prazo para Flávio formalizar a concordância com a abertura dos próprios sigilos. Camilo Santana cobrou reciprocidade explícita.

No mesmo dia, a campanha petista também vai pedir ao TSE a cassação da chapa de Flávio por ações da Meta, em frente jurídica separada. O desfecho da troca de sigilos deve ficar mais claro antes do debate da Globo, marcado para sexta (23).