A Polícia Federal (PF) capturou 17 mil foragidos da Justiça entre janeiro e 29 de outubro de 2026, a maior marca da série histórica iniciada em 2022, segundo nota oficial da Agência Gov. O total é 21,4% maior que em 2025.
Entre os capturados estão 1.412 pessoas procuradas por crimes sexuais, incluindo estupro e abuso de menores, e 724 por feminicídio ou homicídio, segundo a nota oficial.
Como evoluiu a captura desde 2022
A captura de foragidos cresce todos os anos desde o início da série, em 2022, quando a PF prendeu 4.084 pessoas. Em 2023 e 2024, o total passou de 12,7 mil e 14,1 mil, respectivamente, antes de estabilizar em 2025.
| Ano | Capturas |
|---|---|
| 2022 | 4.084 |
| 2023 | 12.718 |
| 2024 | 14.106 |
| 2025 | 14.007 |
| 2026 (até 29/10) | 17.000 |
A queda leve entre 2024 e 2025 foi revertida neste ano, que já soma mais capturas que qualquer ano anterior, mesmo faltando dois meses para o fim do período. As prisões somam ações diretas da PF e parcerias com forças estaduais.
Quem é procurado pela Justiça aparece no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), consultado pelas forças de segurança de todo o país para batidas e abordagens de rotina.
Nem todo mandado chega às equipes de busca sem falhas: uma fraude no BNMP apagou por 24 dias o mandado de um foragido ligado ao PCC em setembro, episódio que expôs vulnerabilidades do sistema usado para localizar foragidos.
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O avanço nas capturas por feminicídio e homicídio contrasta com outro dado: o Brasil registrou queda de 2,5% nos casos de feminicídio no primeiro semestre de 2026, o que sugere que mais prisões não significam necessariamente mais crimes registrados no período.
O que acontece agora
O período de apuração da PF ainda tem dois meses pela frente, até o fim de dezembro, o que deve elevar o total de 2026 antes do fechamento da série. Em agosto, a PF já seguia no ritmo que confirma o recorde agora.































