O Comitê de Supervisão da Meta afirmou nesta terça-feira (20/10) que faltou transparência na moderação de conteúdo durante as eleições no Brasil e nos Estados Unidos. O órgão citou restrições que afetaram contas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o comitê, a Meta aplicou de forma excessiva suas políticas antifraude às contas de anúncios de Lula, um erro que deveria ter sido levado a uma equipe interna de revisores especializados.

"Fica claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de fiscalização durante as eleições sejam transparentes e consistentes e que a liberdade de expressão política seja protegida", diz o comunicado do comitê.

Nos Estados Unidos, o comitê citou a remoção de uma conta de ativistas ligada ao movimento "No Kings", antes das eleições de meio de mandato. O caso foi usado para apontar o risco de supressão de discurso político antes de uma eleição.

A Meta nega favorecimento a qualquer lado. Em nota à imprensa, a empresa disse que "as alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos".

A campanha de Lula já havia denunciado o caso ao TSE e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Segundo a campanha, a página de Flávio teve quase 3 vezes mais engajamento que a de Lula, com 17,2% menos seguidores.

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O que acontece agora

O caso de Lula já estava sob análise do TSE antes do posicionamento do comitê internacional. A Meta disse que retirou 720 publicações do ar, mas nega favorecer Flávio.

Lula, por sua vez, pediu ao TSE a cassação da chapa de Flávio, citando a atuação da Meta como parte da denúncia.

O órgão eleitoral havia dado 24 horas para a Meta comprovar isonomia entre as campanhas, no mesmo caso que agora ganha a atenção do comitê internacional.