A Meta apresentou nesta terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento em que nega favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL) e afirma que suas plataformas tratam a candidatura dele e a do presidente Lula (PT) de forma igualitária no 2º turno.
A resposta foi enviada ao ministro Marco Aurélio Bellizze, relator do caso, depois que ele deu 24 horas para a empresa comprovar o cumprimento da decisão do TSE sobre isonomia entre as campanhas.
A campanha de Lula acusa a Meta de restringir o alcance de publicações petistas e de deixar a ferramenta de inteligência artificial da empresa favorecer Flávio; por isso, pediu ao TSE a cassação da chapa do senador.
A campanha de Flávio também recorreu à Corte, alegando prejuízo na divulgação de seus próprios conteúdos. Não é a primeira vez que a Meta nega viés. Em outubro, a empresa já havia atribuído queda nas visualizações de Lula a uma falha técnica.
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A determinação de isonomia já vinha com multa diária de R$ 500 mil contra a Meta, valor que, segundo o novo prazo, pode chegar a R$ 1 milhão por dia em caso de descumprimento.
Segundo a empresa, foram analisadas 1.204 publicações, das quais 720 foram suspensas por não informar uso de inteligência artificial. Um levantamento do Instituto Democracia em Xeque, porém, achou identificação de IA em apenas 155 publicações, ou 12,9% do total.
A grande maioria dos posts analisados não cumpria a regra de transparência sobre uso de inteligência artificial.
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A Meta afirma ainda ter criado lista de permissão para anúncios políticos, restrita a candidatos e partidos registrados no TSE, e que decisões automáticas de bloqueio no 2º turno passam por revisão humana em até duas horas.
O que está em disputa entre TSE e Meta?
Está em disputa a regra sobre publicações compartilhadas entre perfis diferentes (as collabs). O TSE exige que esse conteúdo não seja restringido no perfil do coautor, e a Meta alega limitação técnica para aplicar regras distintas à mesma publicação.
O que acontece agora
O TSE ainda vai analisar a manifestação da Meta e decidir se as medidas apresentadas cumprem a decisão sobre isonomia. A empresa pediu uma reunião com o ministro Bellizze nesta terça (20) para apresentar as comprovações pessoalmente.





























