Um homem morreu em confronto com a Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira (21) na Marginal Tietê, na zona norte de São Paulo. Perto do local, os policiais encontraram o corpo esquartejado de uma mulher não identificada, e a relação entre os casos é investigada.

Segundo a PM, dois homens foram abordados durante patrulhamento por volta da 0h20, no acesso à avenida Educador Paulo Freire, e reagiram a tiros. Um deles morreu no local; o outro fugiu e não havia sido preso até a manhã desta quarta.

O homem morto não foi identificado. De acordo com consulta preliminar da polícia, ele tinha registros criminais por estelionato e crime contra a dignidade sexual. Uma arma foi apreendida no local.

Enquanto faziam a varredura da região, os policiais encontraram, próximo dali, o corpo de uma mulher esquartejado, sem a cabeça, também não identificada. Cabeça, tronco, braços e pernas estavam em pontos diferentes.

Segundo reportagem do telejornal Hora 1, da TV Globo, a polícia cogita a hipótese de feminicídio, mas a investigação ainda está no início. Não há, até o momento, confirmação de que os dois casos estejam ligados.

São Paulo bateu recorde de feminicídios no 1º semestre deste ano, com 142 mulheres mortas no estado.

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O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apura a relação entre as duas mortes, com apoio da Polícia Científica, que esteve no local.

As câmeras corporais dos policiais envolvidos estavam ligadas durante a ocorrência, segundo a PM. As imagens serão analisadas, e um Inquérito Policial Militar foi aberto para apurar a ação dos agentes.

O caso acontece num ano de recorde na letalidade policial em São Paulo. Na semana passada, uma PM virou ré pela morte de uma mulher no estado.

Dias antes, outro policial disparou 45 tiros e matou um jovem que portava um celular confundido com arma.

Enquanto parte da Marginal Tietê ficava isolada para a perícia, um carro furou o bloqueio e atingiu duas viaturas estacionadas, uma da PM e outra da Polícia Civil.

O motorista fez teste de bafômetro, sem registro de álcool, mas disse aos agentes que havia bebido e estava cansado.

Ninguém ficou ferido na colisão. O caso foi encaminhado ao 73º Distrito Policial, e o carro foi apreendido por estar com o licenciamento atrasado.

O que acontece agora

O DHPP segue com a perícia para identificar a mulher encontrada esquartejada e tentar confirmar se o crime tem relação com o homem morto pela PM. O segundo suspeito que fugiu ainda é procurado.