O técnico Elio Sizenando responsabilizou o presidente do Guarani, Rômulo Amaro, pela eliminação do clube na Série C do Brasileiro. Em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas, ele disse que a diretoria montou um elenco com salários incompatíveis com a divisão.
Segundo o treinador, o clube não segurou os atrasos de pagamento que vieram em seguida.
Para o treinador, a equipe tinha condições de conquistar o acesso à Série B. O problema, na avaliação dele, foi deixar o orçamento sair do controle logo na montagem do elenco.
Quando isso acontece e depois estoura, porque a Série C era deficitária e não conseguiu pagar, honrar ali, para mim é o maior culpado. Quem é o gestor? Quem deixou fazer?
A fala de Elio resume a crítica principal: o presidente teria permitido a formação de um time que o próprio clube não tinha caixa para sustentar.
O treinador também questionou os valores pagos aos jogadores na terceira divisão nacional. "Trazer jogadores, com todo respeito, jogadores na Série C, não pode ganhar mais de R$ 100 mil. Não pode ganhar nem R$ 70 mil, com todo respeito", disse.
Segundo Elio, os problemas financeiros passaram a afetar o ambiente do elenco depois da vitória sobre o Barra, quando o Guarani chegou a assumir a liderança da Série C. A partir daí, os jogadores passaram a cobrar respostas sobre os salários atrasados.
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Procurada pelo ge, a assessoria de imprensa do Guarani respondeu que o presidente Rômulo Amaro não vai se pronunciar no momento sobre as declarações do ex-técnico.
Não é o único caso recente de profissional do futebol culpando a diretoria publicamente: em outubro, o zagueiro Gabriel Paulista chorou e culpou a diretoria do Corinthians por problemas do clube.
A crise financeira relatada por Elio não é nova. O Guarani votou a criação de uma SAF, mas pode ter de montar o time de 2027 sem o aporte dela.
Para Elio, o descompasso entre o salário pago ao elenco e o retorno financeiro da Série C foi o que levou o Guarani à crise que terminou na eliminação.
O que acontece agora
O Guarani folga do calendário nacional até definir os planos para 2027, enquanto a diretoria decide se cria a SAF para equilibrar as contas antes de montar o elenco da próxima temporada.





























