Duas frentes de investigação ligadas aos dois concorrentes do 2º turno avançaram nesta semana. A oposição no Congresso coleta assinaturas para abrir uma CPMI sobre o filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger.
Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, virou alvo de um segundo inquérito no STF.
A coleta de assinaturas para a CPMI somava 83 das 198 necessárias até a tarde de 19 de outubro: são 171 exigidas entre deputados federais e 27 entre senadores.
A iniciativa é da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), com apoio da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
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A Polícia Federal investiga Lulinha desde julho por suposto tráfico de influência, com suspeita de favorecimento a empresas em órgãos do governo federal. Luchsinger também é alvo da apuração.
Em entrevista à CNN no último sábado (17), Luchsinger sinalizou que pretende fechar um acordo de delação premiada. Ela chegou a dizer que o presidente protege o filho nas investigações em curso.
São estarrecedores do ponto de vista do que pode ter acontecido
A avaliação é do comentarista José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça, sobre os fatos que envolvem o novo inquérito de Flávio Bolsonaro, em debate na CNN na terça-feira (20).
Esse inquérito, o segundo contra Flávio no STF, apura suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Chegou ao STF em 8 de outubro e foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes em 16 de outubro.
Tomaz obteve autorização para operar a empresa de apostas Rede Loto durante a gestão do então governador do Rio, Cláudio Castro. Mensagens trocadas entre ele e Flávio motivaram o envio do caso ao STF.
Aliados do senador dizem que as mensagens refletem amizade pessoal e negam irregularidade. Flávio pediu acesso aos autos, que correm em sigilo, para que a defesa analise as provas reunidas até agora.
No mesmo debate, a jornalista Ana Amélia Lemos discordou de Cardozo sobre o momento das comissões. Para ela, a movimentação em torno das CPMIs é, sobretudo, um "jogo de cena político" às vésperas do 2º turno.
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Ana Amélia também avaliou que o governo tem mais poder de fogo que a oposição, por ter acesso à Polícia Federal e a informações privilegiadas.
Flávio já é investigado no STF por um primeiro inquérito, também sobre suspeita de lavagem, ligado ao INSS.
O que acontece agora
A CPMI só sai do papel se a coleta de assinaturas chegar às 198 exigidas nas duas Casas. O inquérito de Flávio segue em sigilo no STF, com a defesa revisando as provas antes da votação de domingo (25).





























