O candidato ao governo do Amazonas Omar Aziz (PSD) defendeu a regularização da mineração e uma alternativa ao mercúrio usado no garimpo ilegal, em agenda de campanha nesta terça-feira (20) em Manaus, véspera do 2º turno contra Maria do Carmo (PL).

Aziz terminou o 1º turno na liderança, com 40,63% dos votos válidos (841.846 votos). Maria do Carmo somou 24,49% (507.335 votos). A votação do 2º turno ocorre neste domingo (25).

Hoje tem estudos de uma planta chamada pau-de-balsa que tem o mesmo efeito na separação do ferro do ouro que tem o mercúrio, sem poluir.

"A gente tem que trabalhar na mineração sustentável e o Amazonas é um estado muito rico em minério. Temos que regularizar, tem que ter critério e tem que ser sustentável", disse Aziz, que está no 2º mandato como senador pelo estado.

O garimpo ilegal é um problema de escala no Amazonas: 77% dos garimpos do país têm sinais de irregularidade, segundo estudo citado na agenda de campanha.

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O mercúrio usado para separar o ouro não é produzido nem autorizado no Brasil, e todo o insumo vem de contrabando. Boa parte dos garimpos ilegais na Amazônia já abasteceu cadeias produtivas internacionais.

O que propõe a adversária no 2º turno?

Maria do Carmo não tem seção específica sobre garimpo ou mineração entre os dez compromissos do seu plano de governo. A candidata do PL concentra as propostas ambientais em saneamento básico e no fim dos lixões.

O plano dela também promete reduzir a pobreza e manter auxílios sociais no estado, além de defender a conclusão da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho (RO), e a modernização de portos e terminais fluviais.

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O garimpo apareceu na agenda de Aziz, mas não no discurso declarado da adversária. Os dois candidatos escolheram pautas diferentes para a reta final.

Essa divergência já havia aparecido antes em outro tema sensível: os planos dos dois para reduzir a fila do Sisreg no sistema de saúde também são distintos.

O vencedor do 2º turno de domingo assume o governo do Amazonas, estado que concentra parte expressiva do garimpo ilegal da Amazônia e também vota para presidente da República na mesma urna.