A Starbucks avalia comprar a Chipotle Mexican Grill, no que seria a maior operação já feita no setor de restaurantes, segundo o Financial Times. A rede de cafeterias negocia com assessores a aquisição da rede de burritos, avaliada em US$ 41 bilhões.
Não é possível determinar em que estágio estão os planos, nem se a Starbucks chegou a apresentar uma oferta formal. A operação pode nunca se concretizar, dada a complexidade de unir duas gigantes do consumo.
A notícia moveu o mercado: as ações da Chipotle chegaram a subir 8,6% em Nova York nesta quinta (8), embora ainda acumulem queda de 20% em 12 meses. As da Starbucks caíram até 6,7%, a maior queda intradiária em mais de um ano.
Por que Starbucks e Chipotle, especificamente?
O elo entre as duas empresas é Brian Niccol, CEO da Starbucks desde 2024 e, antes disso, presidente-executivo da Chipotle por seis anos. Niccol deixou a rede de burritos em agosto de 2024, e desde então as ações da Chipotle perderam quase metade do valor.
Comprar a empresa que ajudou a construir reaproximaria Niccol de um negócio que conhece por dentro, mas analistas duvidam que isso baste para justificar a fusão.
"À primeira vista, não parece haver tantas sinergias para que algo assim aconteça", disse Jacob Aiken-Phillips, analista da Melius Research, ao InfoMoney.
Uma eventual aquisição superaria a compra da rede canadense Tim Hortons pelo Burger King, por US$ 11,4 bilhões em 2014, até hoje a maior do setor.
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A combinação criaria uma empresa com quase US$ 50 bilhões em vendas, somando as 41 mil lojas da Starbucks aos 4.200 restaurantes da Chipotle. No Brasil, a Claro concluiu a compra da Desktop por R$ 1,75 bilhão no início do mês.
A movimentação ocorre em meio a uma onda maior de fusões e aquisições nos Estados Unidos, com empresas tentando aproveitar uma fiscalização antitruste mais frouxa sob o governo de Donald Trump.
O debate sobre big deals também mobiliza reguladores no Brasil: o Cade aprovou, com restrições, a entrada da American Airlines na Azul depois de recurso, nesta semana.
No mercado brasileiro, as fusões também têm crescido em valor: o volume de negócios caiu 31% em 2026, mas movimentou R$ 210,7 bilhões até setembro.
O que acontece agora
A Starbucks se recusou a comentar o caso, e a Chipotle não respondeu aos pedidos de manifestação. Enquanto isso, a Starbucks segue a estratégia "Back to Starbucks", de recuperação com mais baristas e reformulação do cardápio, que já mostra aumento de vendas nas mesmas lojas.





























