A Polícia Militar prendeu um homem de 42 anos na madrugada de sábado (31 de outubro), no Guarujá, litoral de São Paulo, após encontrar um arsenal de armas e explosivos em um imóvel na Vila Zilda, durante a Operação Impacto Contra o Tráfico de Drogas.
A ocorrência começou após uma denúncia anônima, que levou equipes da Força Tática do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior (21º BPM/I) ao local. O suspeito já tinha passagens criminais por posse ilegal de armas de fogo.

Veja o que foi apreendido no imóvel:
- Fuzil calibre 5,56 mm e pistola calibre .45
- Revólveres, espingardas e uma carabina
- Uma submetralhadora de fabricação artesanal
- Mais de 700 munições de diferentes calibres
- 33 emulsões explosivas, detonadores, cordéis, estopins e granadas
- Três drones, três capas de colete, dois celulares e uma impressora 3D
Por causa do volume e do tipo de material explosivo, a PM acionou o Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), ligado ao 4º Batalhão de Polícia de Choque, para avaliação técnica e manuseio seguro dos artefatos.
A suspeita é que o homem armazenava o arsenal para ações do crime organizado, como roubos a bancos, ataques a carros-fortes e operações de domínio de cidades, conhecidas como Novo Cangaço.
A avaliação é do capitão Guedes, da assessoria de imprensa da Polícia Militar, ao Metrópoles. Segundo ele, o material levanta suspeita de ligação com uma facção criminosa estruturada.
A polícia avalia se a impressora 3D era usada para fabricar peças de armamento, como a própria submetralhadora artesanal. A hipótese ainda será confirmada pela perícia.
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O litoral de São Paulo já foi alvo de operações de grande porte contra o crime organizado. Em agosto, uma ação com 110 policiais e o Gaeco mirou o PCC por sequestro e tortura de um advogado na região.
Nesta semana, a Polícia Federal prendeu 8 pessoas e bloqueou R$ 10 milhões em outra operação contra o tráfico. Em setembro, o chefe do PCC resgatado a tiros em 2022 foi preso na Bolívia.
O que acontece agora
O suspeito foi apresentado à autoridade policial e deve responder por posse ilegal de arma de fogo e de material explosivo. A perícia vai analisar a origem do armamento e tentar confirmar a ligação com alguma facção criminosa.































