O Índice Geral de Preços–Mercado (IGP-M) subiu 1,47% em outubro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta (29). O resultado veio abaixo do esperado, mas o acumulado em 12 meses chegou a 5,24%, referência para o aluguel em novembro.
O avanço de outubro ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro, de 1,60%, segundo a pesquisa Projeções Broadcast. As previsões variavam entre 1,29% e 1,80%, todas de alta.
Entre os componentes, o IPA-M (preços ao produtor) subiu 1,93%, o IPC-M (preços ao consumidor) avançou 0,45% e o INCC-M (custo da construção) teve alta de 0,35% em outubro.
Pelo acumulado de 12 meses, um aluguel de R$ 1.500 passa a R$ 1.578,60 em contratos renovados com o IGP-M em novembro, alta de R$ 78,60. O mesmo índice encarece um aluguel de R$ 3.000 em R$ 157,20.
O novo patamar é quase seis vezes maior que o reajuste de novembro de 2025, quando o índice acumulado em 12 meses era de 0,92%.
O custo do aluguel acelerou muito mais rápido do que há um ano, quando o reajuste rodava perto da estabilidade.
A FGV também divulgou a Sondagem do Comércio de outubro, com dados de setembro: o Índice de Confiança do Comércio caiu 2,9 pontos, a 81,3 pontos, o menor patamar desde março de 2021.
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O movimento contrasta com o início do segundo semestre: em julho, o IGP-M havia caído 1,16%, aliviando o reajuste do aluguel naquele mês. A alta de outubro é puxada principalmente pelo IPA-M, componente de preços no atacado.
A pressão de preços também pesa no cenário que o Banco Central vai avaliar na próxima decisão do Copom sobre a Selic, depois que a inflação projetada para 2026 subiu pela 4ª semana seguida, para 5,22%.
O que acontece agora
A FGV divulga a primeira prévia do IGP-M de novembro em meados do mês. Até lá, o reajuste de 5,24% já vale para quem tem contrato de aluguel atrelado ao índice renovado a partir desta quinta-feira.































