Flávio Bolsonaro (PL) promete criar o Ministério da Prosperidade, voltado a qualificação profissional e crédito para pequenos negócios, caso seja eleito no 2º turno contra Lula (PT). A proposta foi apresentada em vídeo nas redes sociais em 9 de outubro deste ano.

Flávio repetiu a proposta nos debates da Band (18/10) e da TV Globo (23/10).

O plano prevê cursos por celular para formalizar negócios, uma plataforma que juntaria vagas do governo com empresas privadas, impostos cobrados só depois do lucro e compra de dívidas com carência de seis meses para pessoas físicas e um ano para empresas.

A Caixa Econômica Federal seria o órgão executor. Flávio chama o banco de "Itaú das Favelas" e "Bradesco das Periferias".

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Quem ajuda a desenhar o plano é Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha e ex-presidente da própria Caixa até entrar para a equipe de Flávio, em junho.

O que falta na proposta

O Ministério da Prosperidade não consta no plano de governo oficial registrado no TSE e não tem orçamento, estrutura administrativa nem titular definidos. O documento fala em reduzir o número de ministérios, não em criar um novo.

Não é a primeira vez. O plano econômico de Flávio já havia avançado, na campanha, além do que está escrito no documento oficial registrado no TSE.

Pablo Marçal (PRTB), ex-coach e hoje um dos coordenadores da campanha, é apontado como possível ministro da pasta. Ele ajudou a preparar Flávio para os debates do 2º turno e gravou vídeos de campanha ao lado do candidato em evento próprio, em Barueri.

Especialistas ouvidos pela imprensa descrevem "prosperidade" como palavra que promete resolver um problema estrutural só com mudança de mentalidade, sem endereçar os fatores familiares, educacionais e institucionais da pobreza.

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A proposta também esbarra no próprio plano de corte de Flávio. A coordenadora Daniella Marques nega que o ajuste prometido afete programas sociais; sobre o valor, a campanha fala em R$ 200 bilhões e Lula cobra detalhes citando R$ 250 bilhões.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou o ajuste prometido por Flávio de "ilusão barata e vazia" que o mercado tem comprado, dizendo que faltam detalhes de execução.

O que acontece agora

A prestação de contas final e o registro de qualquer mudança no plano de governo só podem ser conferidos depois da eleição. Até lá, o Ministério da Prosperidade segue sendo promessa de campanha, sem status oficial perante o TSE.