Os eleitores com mais de 60 anos, quase um quarto do eleitorado brasileiro, podem decidir o 2º turno das eleições presidenciais, neste domingo (25). Segundo a última pesquisa Quaest, Lula lidera entre os idosos com 48%, contra 42% de Flávio Bolsonaro.
Rony Amaral, de 71 anos, e sua mãe, Aisa, de 91, fazem parte desse grupo. Os eleitores com mais de 60 anos aumentaram 74% desde 2010, segundo a Reuters, e tendem a apoiar Lula nas pesquisas.
"Eu voto e faço campanha para que todos os mais velhos, meus amigos da minha idade, exerçam esse direito. Eu vou com amor votar", contou Amaral à Reuters, em entrevista no Rio de Janeiro.
Há 4 anos, na eleição de 2022, Jair Bolsonaro, pai de Flávio, venceu Lula nessa faixa etária por margem pequena, 50,2% a 49,8%, segundo pesquisa na véspera da votação daquele ano.
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Quatro anos depois, o cenário virou. O eleitor que no passado era a base de Bolsonaro agora pode ser o que garante a reeleição de Lula.
O apoio dos eleitores mais velhos a Lula está ligado às lembranças de melhorias no padrão de vida, como aumentos do salário mínimo e investimentos em saúde pública, segundo Cila Schulman, diretora-executiva da pesquisa Ideia.
"Essa é uma lembrança que os mais jovens não têm", disse Schulman.
Parte da população idosa teme que esses benefícios sejam afetados num eventual governo de Flávio Bolsonaro. Segundo a Reuters, a futura equipe econômica dele fala em desvincular o reajuste das aposentadorias do salário mínimo.
O site da campanha já havia defendido que o salário mínimo seja corrigido só pela inflação, sem o ganho real pago hoje. Flávio nega que fará as mudanças temidas pelos idosos.
O governo atual propõe elevar o salário mínimo para R$ 1.741 em 2027, com alta real de 2,4% acima da inflação. É esse ganho que a proposta da campanha de Flávio deixaria de existir, segundo a Reuters.
Na mesma campanha, Lula também reforça o discurso para outro grupo que considera decisivo. O presidente intensificou a mensagem a beneficiários do Bolsa Família na reta final do 2º turno.
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O que acontece agora
A disputa chega ao domingo (25) com margem apertada. Pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 21/10, Flávio tem 45% dos votos válidos no cenário estimulado, contra 44% de Lula, dentro da margem de erro de 2 pontos.
No cenário espontâneo, sem estímulo de nomes, os dois aparecem empatados em 40%, com 14% de indecisos.
A pesquisa, contratada pela Rede Globo, ouviu 2.154 pessoas entre 17 e 20 de outubro, com 95% de confiança e registro BR-08535/2026 no TSE. O resultado final sai no domingo (25), após a apuração dos votos em todo o país.






























