O percentual de eleitores que ainda não decidiu o voto para presidente dobrou em uma semana, passando de 7% para 14%, segundo a pesquisa espontânea da Quaest divulgada na quarta-feira (21). No mesmo levantamento, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados, com 40% cada.
A pesquisa foi contratada pela Globo e tem registro BR-08535/2026 no TSE. A coleta ouviu 2.154 pessoas entre 17 e 20 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados ao entrevistado, o resultado já foi divulgado por nós nesta quinta: Flávio tem 45% e Lula, 44%, dentro da margem de erro.
O salto dos indecisos no cenário espontâneo motivou o debate “Abstenção ou indeciso: quem decide o 2º turno?”, exibido na quarta (21) no programa O Grande Debate, da CNN. O comentarista José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto discutiram o tema.
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“Realmente, a abstenção e indecisos podem determinar a pequena margem de diferença do resultado final”, disse Cardozo.
Bortoletto avalia que os votos dos dois candidatos já estão, em grande parte, consolidados. Para ele, falta pouca margem de mobilização adicional nas horas que antecedem a votação de domingo (25).
Com Lula e Flávio tecnicamente empatados, o eleitor que ainda não decidiu passa a pesar tanto quanto o eleitor que decide não votar.
“A abstenção, eu acredito que vai seguir a regra histórica das últimas eleições, com exceção da última”, afirmou Bortoletto. O 1º turno já teve a maior abstenção desde 1998, segundo o TSE.
Ele lembrou que São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais não têm eleição para governador no 2º turno, o que reduz a força dos palanques estaduais.
Cardozo concordou sobre o enfraquecimento desses palanques. Mas destacou que o clima de acirramento político pode motivar quem não votou no 1º turno a comparecer no 2º.
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“O calor político pode motivar pessoas a votarem”, disse Cardozo. Ele classificou a disputa de 2026 como uma das mais acirradas da história recente do país.
O que pode mudar o resultado até domingo?
Bortoletto resume a definição ao eleitor indeciso, hoje em 14% no cenário espontâneo. Já Cardozo aposta que o comparecimento às urnas, inflado ou reduzido pelo clima político, é a variável que falta medir.
Nenhum dos dois arriscou um vencedor. Um levantamento recente mostrou que a abstenção recorde de 33 milhões de eleitores não é simples desinteresse. Para Cardozo, a apuração de domingo deve se estender até os instantes finais da contagem.





























