O senador Flávio Bolsonaro (PL) registrava, até a manhã desta segunda-feira (19), R$ 74,57 milhões em despesas contratadas para o segundo turno da eleição presidencial, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente Lula (PT) somava R$ 65,68 milhões no mesmo período.
Os números são do sistema DivulgaCandContas, plataforma do TSE que reúne a prestação de contas das campanhas em tempo real. A diferença entre os dois chega a quase R$ 9 milhões a favor do senador.
O cenário inverte o que se viu no primeiro turno, quando os gastos declarados pelas duas campanhas ficaram próximos: R$ 65,64 milhões de Lula contra R$ 65,45 milhões de Flávio, diferença de pouco mais de R$ 200 mil.
Para onde foi o dinheiro
No primeiro turno, o maior fornecedor de Lula foi a Delta3 Comunicação e Projetos, que recebeu R$ 31 milhões. Do lado de Flávio, o maior contrato coube à F.A.R.O Propaganda e Publicidade, de R$ 13,1 milhões.
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As duas candidaturas chegam ao segundo turno em situação distinta de apoio partidário. A campanha de Lula é sustentada por uma coligação multipartidária, enquanto Flávio disputa sem coligação formal com outro partido.
No primeiro turno, disputado em 4 de outubro, Flávio obteve 56.104.503 votos (47,03% dos votos válidos), e Lula somou 53.879.538 (45,16%). A diferença foi de cerca de 2,2 milhões de votos.
A diferença de ritmo já aparecia nos primeiros dias de propaganda: logo após o 1º turno, Flávio chegou a gastar o triplo de Lula em anúncios para a nova fase da disputa.
Do lado das doações, o cenário também mudou de figura: ainda no 1º turno, cinco grandes doadores de Jair Bolsonaro em 2022 não repetiram o aporte a Flávio em 2026.
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Já as doações de pessoa física às duas campanhas presidenciais somaram R$ 10 milhões até setembro.
O que acontece agora
As campanhas têm até o dia 14 de novembro para prestar contas completas do segundo turno ao TSE, prazo que vale para os diretórios nacional, estaduais e municipais dos partidos envolvidos.
O segundo turno acontece no domingo (25), quando o resultado definirá o próximo presidente da República.































