O Tesouro Direto suspendeu a negociação de títulos públicos por cerca de três horas na segunda-feira (5), das 11h às 14h, por causa da volatilidade do mercado após o 1º turno das eleições presidenciais. O sistema reabriu com os preços recalculados.
Por que o Tesouro Direto parou de negociar?
A suspensão é um procedimento automático, previsto no regulamento do programa da dívida pública. Ele é acionado quando os títulos registram oscilação atípica em curto intervalo, para proteger investidores de distorções pontuais de preço.
O Tesouro Nacional confirmou a pausa em nota:
Tesouro Direto informa que está fechado para negociação devido à alta volatilidade do mercado nesta manhã.
Durante a suspensão, o Tesouro Reserva, modalidade com conta no Banco do Brasil, seguiu funcionando normalmente.
Quanto os juros caíram?
A queda foi uma das maiores já registradas pelo programa. O Tesouro Prefixado 2032 recuou 120 pontos-base, de 14,15% para 12,95% ao ano, a segunda maior queda diária da série histórica do Tesouro Nacional.
O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 teve recuo parecido, de 117 pontos-base, saindo de 14,17% para 13% ao ano. Outros papéis, como o Tesouro Prefixado 2029, caíram de 13,84% para 12,74%.
O movimento acompanhou a disparada da bolsa. Ações brasileiras negociadas em Nova York subiram até 15% na mesma sessão.
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Quando o juro futuro despenca tão rápido, o preço dos títulos prefixados sobe na mesma proporção, e é esse descompasso que trava o sistema até o mercado se estabilizar.
O que a queda de juros significa para a dívida pública
A queda nos juros futuros é boa notícia para o Tesouro Nacional. Títulos mais baratos de rolar reduzem o custo de financiar a dívida pública, que soma R$ 9,29 trilhões, com a parcela ligada à Selic em nível recorde.
O efeito depende de o movimento se sustentar. A Selic está em 14% ao ano, após o quarto corte seguido do Copom, e as três semanas até o 2º turno devem manter o mercado sensível a cada notícia política nova.





























