O escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no 1º turno com 3,4 milhões de votos, viajou à Europa nesta segunda-feira (5) sem anunciar apoio a Lula ou a Flávio Bolsonaro no 2º turno. Ele só volta ao Brasil na semana que vem.

No domingo (4), Cury disse que vai manter silêncio sobre o 2º turno. “Ninguém está autorizado, em meu nome, a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos”, declarou. Nos bastidores, o Avante defende que ele apoie Flávio Bolsonaro.

Cury havia terminado o 1º turno em 3º lugar, à frente de Ronaldo Caiado e Romeu Zema, hoje já declaradamente a caminho de apoiar Flávio.

A decisão final, segundo aliados, vai depender de como Lula e Flávio sinalizarem sobre incorporar propostas de Cury em seus planos de governo. Ou seja, o voto de quem escolheu a terceira via ainda está em disputa, mesmo sem um pedido público de apoio.

Por que o voto de Cury pesa tanto no 2º turno?

O voto de Cury pesa porque a disputa está apertada: os 10 candidatos derrotados no 1º turno somaram mais de 9,3 milhões de votos. Pesquisas indicam que esse eleitorado de terceira via tende a favorecer mais Flávio Bolsonaro, repetindo a dinâmica de 2022.

Cury concorreu defendendo o fim da polarização e disse que sua candidatura buscava apresentar uma alternativa aos dois lados. “Um sonho compartilhado por milhões não acaba com uma eleição”, afirmou, ao justificar que o discurso antipolarização segue mesmo fora da disputa.

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O que acontece agora

Cury só deve se pronunciar sobre o 2º turno depois de voltar da Europa, na semana que vem. Até lá, segue sem data o encontro que o Avante tenta viabilizar com Flávio Bolsonaro, que já soma outros aliados para o 2º turno.

O 2º turno da eleição presidencial é em 25 de outubro.