Fernando Haddad (PT) perdeu a disputa pelo governo de São Paulo no primeiro turno, no domingo (4), com 36,42% dos votos válidos. Nesta segunda-feira (5), ele participou da reunião que Lula convocou com aliados em Brasília para discutir o segundo turno da campanha presidencial.
O coordenador da campanha de Lula em São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, chamou a atuação de Haddad de "desempenho heroico":
Acho que o Haddad teve um desempenho honestamente heroico levando em consideração a quantidade de dinheiro que nós recebemos. Nós gastamos um quarto, um quinto aproximadamente do que foi gasto na eleição para a prefeitura de São Paulo.
Carvalho comparou o caso ao de Guilherme Boulos (PSol), que disputou a prefeitura de São Paulo em 2024 com apoio do PT, que não teve candidato próprio na capital.
Segundo o DivulgaCand, do TSE, Boulos recebeu R$ 44,1 milhões da direção nacional do PT em 2024, quase 2,5 vezes os R$ 18,3 milhões repassados a Haddad em 2026. O total gasto pela campanha de Boulos foi seis vezes maior.
Carvalho também disse que Haddad ampliou em 1,5 ponto percentual a votação anterior do PT na disputa pelo governo paulista. O gasto bem menor não impediu o crescimento nas urnas, e esse contraste virou argumento do PT para a reta final do 2º turno.
Como fica o tabuleiro estadual para Lula
Ao todo, cinco candidatos a governo estadual apoiados por Lula venceram já no 1º turno, e outros quatro avançaram ao 2º turno. Outros 18 candidatos apoiados pelo presidente não avançaram na disputa estadual.
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Do outro lado, o governador reeleito Tarcísio de Freitas foi a Brasília ajudar Flávio Bolsonaro nos mesmos dias. Os aliados dos dois presidenciáveis se mobilizam nos estados logo depois do resultado de domingo.
Haddad, por sua vez, lançou a candidatura ao governo de São Paulo em agosto, ao lado de Lula, num ato no ABC paulista.
Lula, que lançou a própria campanha à reeleição também em agosto, tenta agora repetir, na disputa presidencial, a mobilização que levou parte dos aliados estaduais ao 2º turno.
O que acontece agora
O segundo turno acontece em 25 de outubro. Até lá, tanto o campo de Lula quanto o de Flávio Bolsonaro devem seguir buscando apoio de governadores e candidatos que não avançaram no 1º turno, movimento que já começou nos dois lados.
Segundo Carvalho, Haddad não vai abandonar a campanha presidencial e segue "profundamente comprometido" com Lula. A expectativa é que ele mantenha agenda ao lado do presidente em São Paulo até a votação final.





























