O PSD, legenda presidida por Gilberto Kassab, perdeu força no Congresso Nacional nas eleições de domingo (4). A bancada cai de 14 para 5 senadores a partir de 2027 e de 48 para 44 deputados federais, segundo o balanço do próprio partido.

Kassab foi vice na chapa presidencial de Ronaldo Caiado, que terminou em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos, atrás de Augusto Cury e Renan Santos.

O PSD perdeu também o controle de três dos maiores colégios eleitorais do país: Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná.

Mesmo assim, o partido venceu em quatro dos 12 estados onde disputava o governo: Sergipe, Amapá (eleição sub judice), Maranhão e Pernambuco, onde Raquel Lyra garantiu a reeleição após disputa apertada. Está também no segundo turno no Amazonas e no Rio de Janeiro.

Kassab evita falar em derrota

Em entrevista à Folha, Kassab evitou reconhecer o resultado como derrota. Ele argumenta que o PSD teve mais votos que na eleição passada e culpa o avanço do PL pelo recuo generalizado dos partidos de centro.

Eu fiquei quatro anos tentando lançar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como candidato. O meu candidato era o Tarcísio, todo mundo sabe.

"Todos os partidos de centro foram atingidos pelo PL", disse Kassab, ao lembrar que União Brasil, PP, Republicanos e MDB perderam mais deputados que o PSD. O União Brasil, por exemplo, caiu de 59 para 46 deputados em relação a 2022.

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O recuo do PSD contrasta com o avanço do PL, que monta a maior bancada do Congresso desde a redemocratização. O partido de Flávio Bolsonaro elegeu 121 deputados e 28 senadores no total nacional.

O que acontece agora

O PSD ainda disputa o 2º turno em dois estados: no Amazonas, com Omar Aziz, e no Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes tenta a reeleição contra Douglas Ruas (PL), em 25 de outubro.