Os eleitores de São Paulo escolheram, no domingo (4), os 94 deputados que vão ocupar a Assembleia Legislativa (Alesp) a partir de 2027. Dos eleitos, 55 são parlamentares reeleitos, o equivalente a 58,5% da Casa, o que deixa 39 cadeiras para novos nomes.
O PL foi o partido que mais elegeu representantes, com 27 parlamentares. O PT ficou em segundo lugar, com 16 vagas, seguido por PSol e PSD, com 9 cadeiras cada.
Ao todo, 14 partidos estarão representados na Alesp a partir de 2027, com 70% das cadeiras preenchidas por deputados de direita.
O deputado mais votado entre os reeleitos foi Eduardo Suplicy (PT), com 654.627 votos. Na sequência aparecem Carlos Giannazi (PSol), com 367.861, e Paula da Bancada Feminista (PSol), com 326.190.
O PSol, partido mais à esquerda entre os principais da Casa, soma nove cadeiras, as mesmas do PSD. Juntos, PT e PSol somam 25 das 94 vagas da nova legislatura.
Como a Alesp se compara a outras assembleias estaduais
A renovação na Alesp é parecida com a de outras assembleias eleitas no mesmo domingo. No Paraná, a Assembleia Legislativa (Alep) terá 42,6% de deputados estreantes, 23 dos 54 parlamentares, também com o PL entre as maiores bancadas.
Na Alep, PL e PSD somam 28 das 54 cadeiras, maioria da Casa. O deputado mais votado do Paraná, Paulo Melo (PL), teve 192.402 votos, menos de um terço da votação de Suplicy em São Paulo.
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O padrão se repete em mais de um estado: legendas de direita ampliam espaço nas assembleias estaduais na mesma eleição em que a disputa presidencial vai a 2º turno.
O resultado espelha o que aconteceu na Câmara dos Deputados, onde o PL formou a maior bancada desde a redemocratização.
O partido também elegeu o deputado mais votado em 11 dos 27 estados.
Já o PSD perdeu força em pelo menos três estados, depois de apostar no apoio a Ronaldo Caiado.
O que acontece agora
Os 94 deputados eleitos tomam posse no início de 2027, quando começa a nova legislatura da Alesp. Até lá, os partidos negociam a composição das comissões e a disputa pela presidência da Casa, com o PL em posição de maior peso político depois da eleição.





























