O governo federal anunciou nesta sexta-feira (9) um pacote de quatro medidas para conter a alta dos combustíveis, a 16 dias do 2º turno. O anúncio ampliou a desoneração sobre a gasolina e aumentou os subsídios ao etanol e ao diesel.
As medidas foram apresentadas no Auditório do Ministério da Fazenda, em Brasília, por quatro ministros: Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública).
O que muda no preço dos combustíveis?
Mudam quatro pontos na conta: a gasolina tem PIS/Cofins zerados, com desconto de R$ 0,89 por litro. O etanol ganha desoneração própria, além de ampliação da subvenção já paga a produtores. O diesel recebe um adicional na subvenção existente.
No mês anterior, o governo já havia desonerado R$ 0,63 por litro da gasolina. A nova rodada amplia o corte em mais R$ 0,26 por litro, até zerar os tributos federais.
Publicidade
Segundo a CNN Brasil, só essa parte da gasolina deve custar R$ 2,8 bilhões aos cofres públicos nos próximos 30 dias, R$ 700 milhões a mais que na rodada anterior.
O anúncio chega no limite do prazo: o desconto anterior na gasolina venceria nesta própria sexta-feira, com risco de alta de 63 centavos no litro sem a prorrogação.
Publicidade
O que acontece agora
A nova desoneração vale por 30 dias a partir desta sexta. Antes dela, o governo já vinha mantendo o subsídio ao diesel em R$ 2,12 por litro às vésperas do 1º turno.
É pelo menos a quinta rodada de subsídio a combustíveis anunciada pelo governo em 2026. Inclui o pacote de R$ 6,6 bilhões ao diesel liberado em setembro, às vésperas do 1º turno.
O gasto acumulado com essas rodadas já somava R$ 37,5 bilhões até setembro, antes do novo pacote de hoje.





























