O autocuidado necessário para fazer exames preventivos de câncer de mama depende diretamente do bem-estar emocional, segundo a psicóloga Silvia Rezende. Ansiedade, depressão ou esgotamento emocional podem dificultar até a decisão de marcar uma consulta, fazer a mamografia ou buscar o resultado.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres têm duas vezes mais chances que os homens de desenvolver ansiedade e depressão ao longo da vida. No Brasil, o Covitel mostra que 34,2% das mulheres relatam ansiedade, e 18,1% têm diagnóstico de depressão.
Elas também respondem por quase 65% dos afastamentos profissionais ligados a transtornos mentais e comportamentais. Para Silvia Rezende, esses números ajudam a explicar por que muitas mulheres deixam os cuidados preventivos em segundo plano.
O que atrapalha o autocuidado das mulheres?
Atrapalham fatores sociais como a dupla ou tripla jornada de trabalho, a responsabilidade pelos cuidados familiares, a violência de gênero e as desigualdades no mercado de trabalho, segundo a psicóloga.
Muitas mulheres administram simultaneamente as demandas profissionais, domésticas e familiares. Frequentemente, elas cuidam da saúde de todos ao redor, mas acabam adiando os próprios cuidados.
explica Silvia Rezende. O resultado prático: condições como ansiedade, depressão e burnout dificultam etapas simples do processo preventivo, como agendar uma mamografia ou comparecer à consulta.
Pesquisa recente já mostrava que 3 em cada 10 brasileiras não sabem como prevenir o câncer de mama, uma barreira que se soma à emocional.
O cuidado também passa pela pele
O tratamento do câncer de mama mexe com a pele, e isso afeta diretamente a autoestima das pacientes, segundo a dermatologista Luma Martins. Quimioterapia, radioterapia e outras terapias podem causar ressecamento, vermelhidão, manchas e descamação.
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Cuidar da pele durante o tratamento é parte do cuidado emocional, não só estético. A especialista recomenda banhos frios a mornos e rápidos, hidratação diária e proteção solar com FPS 50 ou superior.
O corpo também muda depois da remissão do câncer de mama, outra fase que pede acompanhamento.
O que acontece agora
Neste sábado (10), a Praia da Aparecida, em Santos (SP), recebe o 9º Festival Ka.Ora de canoa havaiana, com 24 equipes femininas.
O evento marca os 10 anos de um projeto que usa o esporte na reabilitação física e emocional de mulheres em tratamento ou remissão do câncer de mama, atendendo gratuitamente mais de 110 mulheres da Baixada Santista.
Quem busca o exame de graça tem opção em Belo Horizonte, onde o Hospital Orizonti abriu 120 vagas de mamografia gratuita neste Outubro Rosa.





























