O BYD Atto 2 DM-i Flex, primeiro SUV híbrido plug-in flex do mundo, começou a chegar às concessionárias da marca em setembro, quando arranca a venda regular no Brasil. Até então, só quem comprou na pré-venda de junho tinha recebido o carro.
O Inmetro divulgou o consumo oficial do modelo. A versão GL roda 15,8 km/l na gasolina em ciclo cidade, e a GS chega a 15,5 km/l. Na estrada, os números caem para 13,5 km/l e 13,9 km/l.
Com etanol, o consumo urbano fica em 11,7 km/l (GL) e 11,8 km/l (GS). É a mesma diferença de eficiência entre os combustíveis que qualquer flex tem, agora dentro de um híbrido plug-in.
O carro é montado na fábrica da BYD em Camaçari (BA), com um motor 1.5 flex que funciona majoritariamente como gerador de energia para a bateria que move o motor elétrico.
É a primeira vez que essa combinação híbrida plug-in roda a etanol em qualquer mercado do mundo, segundo a montadora. A tecnologia foi batizada de DM-i Flex, desenvolvida por equipes de engenharia do Brasil e da China.
Duas versões estão à venda: a GL, com bateria de 7,85 kWh, por R$ 149.990; e a GS, com bateria de 18,03 kWh, por R$ 169.990. A autonomia elétrica pura chega a 45 km na GL e 110 km na GS.
Somando tanque cheio e bateria carregada, a autonomia total vai de 1.000 km a 1.045 km. A aceleração de 0 a 100 km/h fica em 8,5 segundos na versão de entrada e 8,4 segundos na mais potente.
Uma disputa que já tem outros nomes
O Atto 2 chega num momento de disputa acirrada por SUVs híbridos no Brasil. A TV Sim Brasil já mostrou o Jeep Avenger híbrido, hoje o mais barato do segmento, e o GAC GS9, um híbrido de sete lugares que estreou no país em agosto.
Assine o Resumo do dia e receba de segunda a sábado, no seu e-mail, as notícias que você não pode perder.
Sem spam — você pode cancelar quando quiser.
Nenhum dos concorrentes citados roda a etanol como o BYD, que é o único a oferecer motor flex combinado à tecnologia plug-in por aqui.
O que vem depois
Alexandre Baldy, vice-presidente da BYD no Brasil, já confirmou um modelo compacto ainda menor para 2027, mirando concorrentes como Volkswagen Polo, Chevrolet Onix e Hyundai i20.
A garantia do Atto 2 é de 200 mil km para o veículo e de 8 anos ou 200 mil km para a bateria, prazo que tende a pesar na decisão de quem compara o carro com os rivais híbridos não flex.

























