No dia em que Belo Horizonte atingiu a maior temperatura de 2026 e diante da previsão de que a capital mineira atinja, nesta quarta-feira (30), uma das maiores temperaturas da série histórica, a reportagem da TV Sim Brasil foi conferir como estão funcionando os refúgios climáticos da cidade.

Os espaços foram criados pela Prefeitura de Belo Horizonte para amenizar os efeitos do calor extremo e estão em dois pontos do hipercentro. Cada um combina uma área de descanso, que aproveita a sombra de uma árvore, com piso permeável e um bebedouro multifuncional, com água potável e botões que acionam uma névoa refrescante para diminuir a sensação térmica do corpo.

A criação de espaços públicos de resfriamento é uma tendência já observada em outras cidades, no Brasil e no exterior, como Paris, Madri e Barcelona.

Em frente ao Mercado Novo, só uma bica funciona

No refúgio da Avenida Olegário Maciel, apenas uma das bicas de água funciona. De acordo com a prefeitura, a outra fonte e o aspersor de névoa foram alvo de vandalismo. O Executivo municipal afirmou que a estrutura deve voltar a operar com capacidade total nas próximas semanas, assim que chegarem as peças de reposição.

Quem passa pelo local reclama. "Esse bebedouro sempre está assim, estragado, né? Num dia como hoje, está muito calor", lamentou o aposentado José Rocha.

Na Rua dos Carijós, estrutura está totalmente estragada

Na Rua dos Carijós, entre a Rua Curitiba e a Avenida Paraná, não sai água de nenhuma das bicas, muito menos névoa refrescante. A justificativa da prefeitura é o furto do padrão de energia, que será trocado. Segundo o Executivo, o refúgio deve voltar a operar ainda nesta semana.

Terceiro refúgio segue sem data

Em novembro do ano passado, a prefeitura prometeu entregar um terceiro refúgio climático, na Praça Afonso Arinos. A promessa continua sem data: a prefeitura se limitou a dizer que a implantação está em fase final.