A ex-líbero Fabi Alvim se tornou a primeira mulher da posição a entrar para o Hall da Fama do vôlei, a maior honraria do esporte. A cerimônia aconteceu neste sábado (17/10), em Holyoke, Massachusetts, berço do vôlei, e também homenageou o compatriota Alison "Mamute" Cerutti.
Cada homenageado recebeu um anel e uma foto que simbolizam a entrada no Hall da Fama. O ex-presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), o brasileiro Ary Graça, também foi condecorado na cerimônia.
No discurso, Fabi relembrou a infância no bairro de Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e o início da carreira em 1998, quando a posição de líbero foi criada no vôlei.
Nascida em 7 de março de 1980, ela é bicampeã olímpica, em Pequim 2008 e Londres 2012, e foi campeã da Superliga em 10 ocasiões pela Rexona-Ades.
"Naquela época, uma menina que escolhia brincar com bola no meio dos meninos causava estranheza", disse Fabi, sobre o início da carreira. "A minha trajetória era, por si só, improvável (...) Mas, de alguma forma, o improvável virou meu combustível", completou.
O mundo seria um lugar incrivelmente melhor se todos olhassem a vida sob a perspectiva de servir ao próximo.
A frase resume o que Fabi disse sobre a função de líbero. Ela descreveu a posição como uma lição diária de altruísmo, vivida sem nunca somar um ponto sozinha.
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O técnico Bernardinho, que trabalhou com Fabi por anos no Rio de Janeiro, destacou a homenagem: "Se existe um prêmio merecido é esse. A Fabi e o Serginho são os maiores líberos da história do vôlei na minha opinião", disse.
Fabi é a primeira líbero mulher a integrar o Hall da Fama do vôlei.
Alison "Mamute" Cerutti, campeão olímpico no vôlei de praia na Rio 2016 e prata em Londres 2012, também recebeu a honraria. "(...) A partir de hoje, estarei junto de tantos grandes nomes, de tantos brasileiros, que brilharam nas areias e nas quadras", disse.
O Hall da Fama do vôlei reverencia a trajetória de 194 personalidades de 28 países, entre jogadores, treinadores, árbitros e líderes da modalidade. Os nove homenageados de 2026 foram divulgados em maio, com seleção feita por um comitê de ícones internacionais e votação popular.
A posição de líbero, criada em 1998, segue revelando novos nomes na seleção brasileira de vôlei, hoje sob novo comando após a indicação de Paulo Coco para suceder Zé Roberto.





























