Uma versão do caça Gripen, o mesmo modelo que a Força Aérea Brasileira (FAB) opera, simulou pela primeira vez um ataque a longa distância contra outro avião controlado por um agente de inteligência artificial, em teste da fabricante sueca Saab.
O teste aconteceu em junho de 2025, numa parceria com a empresa alemã Helsing. A bordo estava o piloto de testes Marcus Wandt, hoje chefe da divisão de Aeronáutica da Saab.
"Eu vi ele fazer manobras que nunca tinha visto", disse Wandt sobre o comportamento do agente de IA no comando da aeronave.
O primeiro Gripen fabricado no Brasil decolou em voo inaugural neste mês, na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto (SP). O país já recebeu 11 das 36 unidades compradas da Saab.
O valor é quase 10% do PIB do Brasil. Donos de empresas de IA, como a Anthropic e a OpenAI, já disseram publicamente que a corrida militar está rápida demais; o governo americano chama isso de alarmismo.
A tensão também é comercial: a Justiça dos EUA já barrou a Anthropic de um contrato militar de US$ 200 milhões, depois que o Pentágono cancelou um acordo anterior, de R$ 1 bilhão, vetando o uso do Claude em seus sistemas.
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Outros países seguem o mesmo caminho
Os EUA testam há anos uma versão sem piloto do F-16, e a Marinha americana aprovou a compra de um drone semiautônomo da Boeing para operar em porta-aviões. Na França, a Dassault testou dois algoritmos de assistência ao piloto do caça Rafale.
O Pentágono já criou um comando militar dedicado a avançar em IA e drones, sinal de que o investimento bilionário tem estrutura permanente, não é só verba de um ano.
Quem fabrica também tem reservas
Peter Nilsson, chefe da divisão de armas avançadas da Saab, falou sobre os riscos durante visita de jornalistas à sede da empresa em Linköping, na Suécia, em junho.
Oficiais de ética são o futuro, no fim você precisa colocar um humano no jogo. A tecnologia pode fazer o que quiser





























