Uma explosão solar de classe M6.9 provocou uma tempestade geomagnética que atinge a Terra neste fim de semana. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) classificou o fenômeno como nível G2, moderado numa escala de 1 a 5, com efeito previsto para esta sexta (28) e este sábado (29).
A explosão partiu da região ativa 4513 do Sol na manhã de 25 de agosto e liberou uma ejeção de massa coronal, nuvem de partículas carregadas que viaja em direção à Terra.
No mesmo dia, o evento já havia causado um blecaute de rádio em alta frequência de intensidade moderada, segundo o boletim do Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), da NOAA.
A escala da NOAA vai de G1, o nível mais fraco, a G5, o mais extremo. Um alerta G1 foi emitido para a quinta-feira (27), e o nível subiu para G2 nesta sexta e neste sábado.
Por que o efeito é maior no Brasil?
O Brasil sente esse tipo de evento de um jeito particular. O país fica sobre parte da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, área entre o sul do território brasileiro e o nordeste da Argentina onde o campo magnético da Terra é mais fraco.
Segundo o INPE, as bolhas de plasma na ionosfera que aumentam o erro do GPS são mais frequentes no Brasil do que na média do planeta.
Na prática, a chance de um aplicativo de navegação sofrer um pequeno erro de posição é maior aqui do que na maior parte do mundo, mesmo em dias sem tempestade solar.
O programa Embrace, do INPE, monitora esses dados em tempo real. O instituto acompanha o sinal para setores que dependem de posicionamento por satélite, como aviação, navegação marítima, plataformas de petróleo e agricultura de precisão.
Uma tempestade geomagnética altera a ionosfera, a camada da atmosfera que interfere na propagação de sinais de rádio. Como sistemas de navegação por satélite dependem desses sinais, podem ocorrer erro ou perda temporária de precisão.
Há ainda o aumento do chamado arrasto atmosférico. O aquecimento da atmosfera superior expande suas camadas, o que eleva a densidade de gás onde ficam satélites de órbita baixa e pode alterar a trajetória deles.
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A TV Sim Brasil já mostrou como o país passou a depender de conexão direta por satélite, com o teste da Vivo na rede Starlink para ligar celular sem antena convencional. Esse tipo de serviço pode sentir instabilidade temporária em dias de tempestade geomagnética.
O fenômeno também deve deixar auroras boreais visíveis em regiões mais ao sul do que o normal.
O que acontece agora
O nível G2 deve seguir até este sábado, segundo o boletim da NOAA. Os efeitos esperados são instabilidade temporária em comunicação e navegação, não um risco direto à saúde de quem está na superfície da Terra.


























