Os bancos brasileiros devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, alta de 8% sobre os R$ 46,8 bilhões aplicados em 2025, segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, apresentada em agosto no evento Febraban Tech. Em cinco anos, o orçamento tecnológico do setor cresceu 58%.
Do total de 2025, R$ 30 bilhões (64%) foram despesas correntes e R$ 16,8 bilhões (36%) foram investimento de capital. Dentro desse investimento, software levou R$ 6,8 bilhões, serviços de TI R$ 5,8 bilhões e hardware R$ 3,9 bilhões.
A nuvem recebeu R$ 3,9 bilhões em 2025, e a inteligência artificial, R$ 826 milhões. Cibersegurança é prioridade para 100% dos bancos consultados, seguida por nuvem e IA generativa, ambas com 84%.
O crescimento do orçamento tecnológico dos bancos, aliado à previsão de R$ 50,4 bilhões em investimentos para 2026, mostra que o setor financeiro segue comprometido com inovação
A avaliação é de Ivo Mósca, da Febraban. A entidade também levantou dados de força de trabalho. Os bancos capacitaram 226,1 mil profissionais em 2025, e 42% das instituições planejam expandir o time de TI.
Nem todo banco está no mesmo estágio
A pesquisa mostra que 56% dos bancos ainda estão em fase inicial de testes com inteligência artificial, enquanto outros já aplicam a tecnologia em escala.
O Bradesco soma 600 casos de uso de IA em produção, e o Inter registra 2 milhões de interações via IA generativa.
Um exemplo do movimento é o novo aplicativo do Banco do Brasil, lançado em agosto com assistente de IA que executa Pix e bloqueio de cartão por comando de voz ou texto.
O que sustenta o investimento
Parte da pressão por tecnologia vem do próprio tamanho do sistema bancário digital brasileiro. O Pix movimentou R$ 35,36 trilhões em 2025, segundo o Banco Central, volume que exige capacidade de processamento e segurança crescentes.
A expansão também tem efeito sobre quem usa esses serviços pela primeira vez. O Pix incluiu 70 milhões de brasileiros no sistema financeiro nos últimos anos, público que passa a depender diretamente da tecnologia que os bancos escolhem priorizar.


























