A Apple reajustou os preços de iPhones no Brasil em 9 de setembro, com alta de até 18,9% em alguns modelos. O iPhone Air de 1 TB, por exemplo, subiu de R$ 13.500 para R$ 15.500, R$ 2 mil a mais em um único reajuste.

O iPhone 17, modelo mais vendido da linha atual, passou de R$ 8.000 para R$ 8.300 na versão de 256 GB, alta de 3,7%. O iPhone 18 Pro Max de 2 TB, lançado nesta semana, já chega às lojas a R$ 22.000.

O motivo, segundo a imprensa especializada, é a mesma crise de memória que já vinha afetando a indústria de IA desde o meio do ano. Empresas como Nvidia e AMD precisam de mais chips para data centers que rodam sistemas de inteligência artificial.

A fabricante Micron passou a priorizar a produção de chips para data centers. O consumidor de smartphone entrou numa fila que perde para o data center de IA, e é isso que empurra o preço do iPhone para cima.

O câmbio também pesa. O dólar, que estava perto de R$ 5,12 em março, tem projeção de fechar o ano perto de R$ 5,50, em meio à maior volatilidade típica de ano eleitoral.

O iPhone 18 Pro chegou às lojas brasileiras nesta sexta-feira (18), com desconto para quem compra pelo plano de alguma operadora.

Como reduzir o custo de ter um smartphone caro

O primeiro passo é enxergar o celular como um bem com custo total de posse, e não só o preço da compra. Assim como um carro, ele também exige gastos recorrentes, como plano de internet e seguro contra roubo ou quebra.

A recomendação de especialistas em finanças pessoais, segundo reportagem do InfoMoney, é comparar o valor mensal do plano de telefonia entre operadoras antes de trocar de aparelho, já que a diferença pode superar o preço do próprio celular ao longo de dois anos.

O que acontece agora

A tendência de alta nos preços de eletrônicos deve continuar enquanto durar a corrida por chips de memória para data centers de IA, sem data prevista para arrefecer, segundo a imprensa especializada.

O apetite por chips de inteligência artificial também gerou temores recentes de desaceleração no setor, mas a demanda por memória para data centers segue firme, segundo analistas.