O Brasil exportou 107,9 mil toneladas de café (cerca de 1,8 milhão de sacas) na primeira quinzena de setembro, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A média diária, de 13,49 mil toneladas, é mais de 50% superior à média de setembro do ano passado.
A alta reflete a maior disponibilidade da safra brasileira.
O setor enfrentou atrasos na colheita por causa da chuva em julho. Agosto já havia registrado recorde histórico mensal, com mais de 4 milhões de sacas de 60 kg embarcadas, segundo o Cecafé.
Por que a safra atrasada acelera o embarque agora
A colheita que ficou represada em julho está chegando aos portos em setembro, num ritmo mais concentrado do que o normal. No Cerrado Mineiro, um dos maiores polos produtores, a colheita já chegou a 99% da área, com rendimento recorde.
O volume reforça a posição do Brasil no comércio agrícola global: o país está a US$ 2 bilhões de se tornar o maior exportador agrícola do mundo.
Nem todo o cenário é favorável, porém. Desde 2025, os Estados Unidos aplicam tarifa de 50% sobre o café brasileiro.
O maior comprador histórico do café brasileiro ficou mais caro e menos atrativo para o importador americano. O Cecafé diz que a tarifa reduziu as compras dos EUA e busca negociação com o governo americano por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Isso significa que o salto de setembro depende menos do mercado americano e mais da capacidade do Brasil de escoar a safra para outros compradores.


























