A Nasa divulgou nesta semana imagens da cratera deixada na Lua pelo estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX, que atingiu a superfície lunar em 5 de agosto. A cratera tem cerca de 18 metros de largura e menos de 3 metros de profundidade.
O foguete havia sido lançado em 15 de janeiro de 2025, do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, levando a missão Blue Ghost 1, da Firefly Aerospace. Depois de cumprir a função, o estágio superior ficou em rota de colisão com a superfície lunar.
A Blue Ghost 1 pousou na Lua em 2 de março de 2025, na bacia Mare Crisium. A Firefly se tornou a primeira empresa privada a completar um pouso lunar suave totalmente bem-sucedido.
A sonda operou por 346 horas de luz do dia na superfície lunar, dentro do programa Artemis, da Nasa.
Como a Nasa fotografou o impacto
A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) registrou a cratera entre 11 e 12 de agosto, com a câmera de ângulo estreito, capaz de identificar detalhes de até 1 metro. A Nasa divulgou as imagens em 18 de agosto.
Para conseguir o enquadramento, a equipe inclinou a sonda a cada passagem sobre o local, a cerca de 97 km de altitude e 1,6 km por segundo de velocidade. Um erro de apenas 10 segundos deslocaria o alvo em 16 km.
As imagens mostram faixas mais claras perto da borda da cratera, formadas por material fresco escavado de baixo da superfície, e faixas mais escuras, de poeira e rochas alteradas ao longo do tempo por vento solar, raios cósmicos e micrometeoritos.
O Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra da Nasa previu o local do impacto com precisão de cerca de 1 km, em coordenação com a sonda sul-coreana Danuri.
O exercício de rastreamento também serviu como teste de técnicas de defesa planetária, usadas para antecipar cenários de risco real de colisão de asteroides com a Terra.


























