A Conab elevou a estimativa de crescimento da safra de cana-de-açúcar 2026/27 nesta quinta-feira (20): a produção deve chegar a 705,2 milhões de toneladas, alta de 4,7% sobre a safra 2025/26, segundo o 2º Levantamento divulgado pela companhia.
A área colhida deve somar 9,1 milhões de hectares, crescimento de 1,1%. A produtividade média sobe 3,6%, para 77.905 kg por hectare.
Por que o etanol cresce mais que o açúcar
Apesar do avanço da cana, a Conab revisou para baixo a própria estimativa de abril para a mesma safra: em vez de 709,1 milhões de toneladas, o número caiu para 705,2 milhões.
A produção de açúcar também foi revisada, de 43,95 milhões para 42,89 milhões de toneladas, queda de 2,9% frente à safra anterior.
Quem puxa o resultado para cima é o etanol. A produção do combustível feito de cana deve crescer 9,7%, para 29,98 bilhões de litros.
Somado ao etanol de milho, que sobe 17%, para 11,91 bilhões de litros, o total chega a 41,88 bilhões de litros, alta de 11,7% sobre a safra passada.
A consultoria Hedgepoint Global Markets projeta que as usinas do Centro-Sul destinem 47,7% da cana ao açúcar nesta safra, fatia maior que o previsto antes. Ainda assim, a Conab avalia que o mercado de etanol mais favorável deve levar as usinas a priorizar o biocombustível.
Levantamentos parciais até 5 de agosto já mostravam esse perfil: o etanol respondeu por 70,89% do mix nas primeiras semanas da safra.
São Paulo segue como maior produtor isolado, com 362,8 milhões de toneladas. O Sudeste como um todo soma 451,4 milhões de toneladas, colhidas em 5,6 milhões de hectares.
O Centro-Oeste vem em seguida, com 157 milhões de toneladas, seguido pelo Nordeste (55,5 milhões), Sul (37,3 milhões) e Norte (4,1 milhões de toneladas).


























