A Nasa divulgou nesta semana imagens de uma nova cratera na superfície da Lua, formada pelo impacto do estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX. A colisão aconteceu em 5 de agosto, e a cratera tem cerca de 18 metros de diâmetro e 3 metros de profundidade.
A sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), da própria Nasa, em órbita lunar desde 2009, fez as imagens cerca de seis dias após o impacto.
As fotos mostram raios claros e escuros que se espalham a partir do buraco. As partes escuras são poeira e rocha da superfície lunar; as faixas claras são material fresco, escavado de camadas mais profundas.
O impacto liberou energia equivalente a cerca de três toneladas de dinamite.
O estágio que caiu na Lua havia sido lançado em janeiro de 2025, levando o módulo Blue Ghost 1, da empresa privada Firefly Aerospace, que pousou com sucesso na superfície lunar.
Meses depois, já descartado, o mesmo estágio colidiu com a Lua.
A agência espacial da Coreia do Sul divulgou as primeiras imagens da cratera em 6 de agosto, um dia após o impacto, cerca de duas semanas antes da divulgação oficial da Nasa.
O episódio é citado pela Nasa no contexto da preparação para o programa Artemis, que pretende levar astronautas de volta à Lua.
Quem chegou primeiro com a imagem
A Nasa é dona do foguete, da missão e da sonda mais avançada em órbita lunar, mas não foi quem mostrou a cratera primeiro.
Esse mérito ficou com a agência espacial da Coreia do Sul, que fotografou o buraco um dia depois do impacto.


























