No primeiro jogo disputado após a medida provisória que proibiu as bets no Brasil, as placas de publicidade do MorumBis exibiram mensagens contra a proibição nesta sexta-feira (2), durante o clássico entre São Paulo e Santos, interrompido havia duas semanas pela data Fifa.
As telas exibiram as frases "Proibir não é proteger" e "A proibição não acaba com as apostas" durante a partida. A ação foi articulada por empresas associadas à ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) e ao IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável).
As empresas cederam espaço nas placas para exibir as mensagens. Foi a reação mais visível do setor diante de milhares de torcedores no estádio.
Na semana anterior à publicação da MP, em 17 de setembro, clubes da Série A já haviam divulgado nota conjunta contra a medida, afirmando que ela afetaria as receitas do futebol brasileiro.
O São Paulo entrou em campo com a marca da Superbet no uniforme, e o Brasileirão ainda leva o nome da Betano. As marcas podem continuar porque sites e aplicativos de apostas só ficam indisponíveis a partir de terça-feira (6).
Apostadores têm até segunda-feira (5), às 23h59, para retirar os valores disponíveis nas plataformas. A MP determina ainda o fim, em 25 de outubro, das autorizações existentes para operar no setor.
Assinada pelo presidente Lula (PT) e publicada em 25 de setembro, a MP proíbe apostas de quota fixa e jogos on-line no país. As bets responderam por 34% das receitas de marketing dos 20 maiores clubes do país em 2025, segundo a Sports Value.
Os times movimentaram R$ 3,2 bilhões em marketing no ano passado, dos quais cerca de R$ 1,1 bilhão veio de patrocínios do setor de apostas.
Na quinta-feira (1º), São Paulo e outros clubes já haviam pedido ao STF um prazo de 6 meses a 1 ano para se adaptar às regras da MP.
Outra estimativa, divulgada antes da partida, aponta que o fim das bets pode custar R$ 1,4 bilhão ao futebol brasileiro em patrocínios perdidos.
O que acontece agora
A MP precisa ser votada em até 120 dias na Câmara e no Senado para virar lei definitiva. Até lá, o presidente do Senado, Alcolumbre, adiou o prazo de emendas ao texto até o dia 13.






























