Maria Eduarda Nascimento, de 24 anos, morreu baleada durante uma tentativa de assalto na manhã de quinta-feira (1º), na Zona Sul de São Paulo. Ela estava dentro do próprio carro quando um policial civil, que estava de folga, trocou tiros com o suspeito.

O suspeito também foi baleado e morreu no local. A ocorrência foi na Estrada de Itapecerica, na região da Vila Prel.

Câmeras de segurança registraram parte da ocorrência e mostram o policial saindo do carro no meio da avenida, apontando para o suspeito. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) não confirmou se o tiro que atingiu a jovem partiu da arma do agente.

A investigação aguarda o resultado dos laudos periciais. O agente consta como parte do inquérito, prestou depoimento e continua atuando.

O caso é apurado por inquérito policial instaurado pela Corregedoria Geral da Polícia Civil. "A Corregedoria reafirma seu compromisso com a transparência, legalidade, integridade e a correta e necessária elucidação dos fatos", informou a SSP-SP em nota.

Maria Eduarda tinha 24 anos e faria aniversário na terça-feira seguinte (6). Trabalhava na VTEX Brasil, empresa de tecnologia, e costumava relatar o próprio trabalho nas redes sociais.

Em nota, a VTEX Brasil lamentou o caso. "Por mais de dois anos, Duda trabalhou de perto conosco, se tornando uma presença muito especial", diz o comunicado da empresa.

"O que vai ficar conosco é sua gentileza, generosidade, alegria e cuidado", completa a nota, que também destaca a dedicação da funcionária em tudo o que fazia.

É pelo menos o quarto caso de morte em assalto na Grande São Paulo em uma semana. No Brooklin, um homem baleado ao entregar a aliança a assaltantes morreu dias depois, em 28/9.

Em 27/9, outro homem foi baleado na cabeça durante um assalto no Itaim Bibi.

Em Diadema, um guarda civil metropolitano foi morto a tiros em outra tentativa de assalto, também na mesma semana.

O que acontece agora

A perícia segue analisando os laudos para determinar a origem do tiro que matou Maria Eduarda. O policial envolvido segue atuando normalmente enquanto a Corregedoria Geral da Polícia Civil conduz o inquérito.