Flávio Bolsonaro (PL) ganhou 1,74 milhão de novos seguidores nas redes sociais entre o 1º turno, em 4 de outubro, e esta quinta-feira (8). No mesmo período, o presidente Lula (PT) somou 958,4 mil, segundo levantamento da agência de dados Bites.
O estudo, obtido com exclusividade pela CNN Brasil, mostra o Instagram como a plataforma de maior crescimento para os dois: Flávio ganhou 1,16 milhão de seguidores ali, contra 651,4 mil de Lula.
| Rede | Flávio Bolsonaro | Lula |
|---|---|---|
| 1,16 milhão | 651,4 mil | |
| 445,3 mil | 171,3 mil | |
| YouTube | 80 mil | 30 mil |
| TikTok | 55,7 mil | 105,7 mil |
O TikTok foi a única rede em que Lula superou o adversário, com quase o dobro dos novos seguidores de Flávio.
A disputa digital corre em paralelo às primeiras pesquisas de intenção de voto do 2º turno, que chegam num cenário de empate técnico entre os dois candidatos.
No período de toda a campanha de 1º turno, entre 16 de agosto e 3 de outubro, o padrão se repete. Flávio somou 2,19 milhões de novos seguidores, e Lula, 1,29 milhão.
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A vantagem em seguidores não se traduziu em volume de publicações. Desde o domingo do 1º turno, os perfis de Lula publicaram 127 posts, cinco vezes mais que os 26 posts de Flávio.
O maior número de publicações rendeu ao presidente 21 milhões de interações no período, contra 9,2 milhões do senador.
Para a Bites, a mudança de estratégia surtiu efeito.
"Houve um efeito positivo para Lula na mudança de estratégia, e ele passou a concorrer com Flávio, que vinha ganhando com mais folga no volume de interações" desde o início da campanha.
Mesmo assim, Flávio manteve força nos conteúdos de maior alcance. Teve três das cinco publicações com mais interações do período, ante duas de Lula.
O vídeo de Flávio com mais engajamento foi o "Pronunciamento oficial após a divulgação dos resultados do primeiro turno", de 4 de outubro.
Já o de Lula, do dia 8, trazia a convocação: "Eu já cobrei mais de uma vez, e cobro novamente. Sem enrolação. Vamos votar".
A disparidade de seguidores também aparece em escala partidária. A bancada do PL na Câmara soma 210 milhões de seguidores nas redes, quase três vezes os 72 milhões reunidos pelo PT e por aliados de Lula.
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A distância no Congresso ajuda a dimensionar o tamanho do desafio digital que Lula enfrenta neste 2º turno. O dado é de outro levantamento da Bites, divulgado em 7 de outubro.
O diretor da Bites pondera o alcance do indicador para o resultado das urnas.
"Seguidor não é voto, mas ajuda na propagação de percepções sobre os candidatos, tanto na direção negativa quanto na positiva."
O peso de cada estratégia de comunicação cresce porque a maioria do eleitorado do 1º turno não segue indicação de voto de terceiros, segundo pesquisa divulgada nesta semana.
O que acontece agora
As duas campanhas seguem publicando diariamente até a véspera do 2º turno, marcado para 25 de outubro. Novos levantamentos de seguidores e interações devem sair a cada semana até a votação.





























