O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse neste sábado (19) que o presidente Lula (PT) "perdeu a noção" ao dizer que o agronegócio deveria "se ajoelhar" para ele. Os dois fizeram campanha em Santa Catarina no mesmo dia, em cidades diferentes.

Flávio fez a crítica em comício em Chapecó (SC), ao lado do governador Jorginho Mello (PL), que tenta a reeleição, e dos candidatos ao Senado Carlos Bolsonaro e Carol De Toni, ambos do PL.

"Lula voltou a ser um sindicalista da década de 90. Hoje ele estava em Santa Catarina ameaçando o nosso agro", disse Flávio. O senador também disse que Lula quer implementar um "regime comunista" no Brasil, com "completo desequilíbrio".

Flávio ainda classificou Lula como "um perigo para o Brasil" e disse que o petista "não tem mais condições psiquiátricas de continuar presidente", segundo o Poder360.

O que Lula disse sobre o agro?

Mais cedo, em comício na Praça Tancredo Neves, em Florianópolis, Lula disse que o agronegócio "deveria não só votar, mas se ajoelhar" para ele, citando o Plano Safra 2026/27, de R$ 620 bilhões, como prova de apoio do governo ao setor.

O presidente também citou a abertura de 118 novos mercados internacionais para produtos catarinenses durante seu governo, incluindo carne bovina, suína e pescado. "Nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora", completou.

Lula associou a rejeição do agro a preconceito: "o problema contra nós, acho que é uma questão de pele, porque sou nordestino ou porque eu sou pobre". O embate expõe o agro como tema sensível da corrida presidencial, disputado pelos dois principais candidatos.

Jorginho Mello, aliado de Flávio, lidera as pesquisas para o governo catarinense. Flávio ainda criticou falas de Lula sobre a Igreja Católica e disse que não interferirá no discurso de padres e pastores se eleito.