O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (19), em comício na praça Tancredo Neves, em Florianópolis (SC), que o agronegócio "deveria se ajoelhar" para ele em troca dos recursos liberados pelo governo ao setor nos últimos anos.
"Se dependesse de dinheiro do governo, eles deveriam não só votar, mas se ajoelhar pra mim", disse Lula, ao lado do candidato a governador Gelson Merísio (PSB), que apoia.
O que Lula citou como apoio ao agro?
Lula mencionou o Plano Safra 2026/27, de R$ 620 bilhões, lançado em 30 de junho: R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 97,3 bilhões para a agricultura familiar. No ciclo anterior, o valor para a agricultura empresarial foi de R$ 516 bilhões.
Ele também citou a abertura de mercados internacionais durante seu governo: 34 para aves e derivados, 25 para carne suína, 37 para carne bovina e 22 para pescado. Seriam 118 novos mercados para produtos catarinenses, segundo o presidente.
"Nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora", completou, citando os "três maiores investimentos de crédito" do setor durante seu mandato.
Por que Lula critica o governador de SC?
Lula disse que colocou Merísio na disputa para "desmascarar" o atual governador, Jorginho Mello (PL), que tenta a reeleição. A fala ocorre mesmo com Jorginho Mello na liderança das pesquisas para o governo catarinense.
O presidente também associou a rejeição de parte do agronegócio a preconceito. "O problema contra nós, acho que é uma questão de pele, porque eu sou nordestino e pobre", disse.
O discurso sobre o agro veio no mesmo dia em que Lula defendeu, no mesmo ato, manter o ex-presidente Jair Bolsonaro na cadeia.
A primeira-dama Janja também esteve em Santa Catarina, onde convocou mulheres a buscar votos para Lula no estado.
O discurso sobre recorde de crédito ocorre em meio a queixas do próprio setor: produtores relatam que a renegociação de R$ 100 bilhões em dívidas rurais está travada, apesar do volume de recursos anunciado pelo governo.





























