A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da Inter de Limeira foi oficialmente assinada nesta segunda-feira (19/10), formalizando a entrada do grupo de investidores que tem Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos entre os integrantes, com aporte previsto de até R$ 454 milhões em dez anos.

O grupo passa a controlar 80% da SAF, enquanto os outros 20% permanecem com a associação esportiva. A formalização estava prevista para setembro, mas foi adiada por questões burocráticas.

Além dos dois pentacampeões mundiais, o grupo tem o príncipe saudita Abdullah bin Saad bin Abdulaziz Al Saud e um empresário haitiano.

A operação é liderada por Enrico Ambrogini, que passou pela gestão do Cruzeiro no período em que Ronaldo comandou a SAF do clube mineiro.

É a segunda vez que Ronaldo lidera um projeto de SAF no futebol brasileiro. Depois do Cruzeiro, a aposta agora é em um clube do interior paulista que também viveu décadas de jejum.

Para onde vai o dinheiro da SAF?

O valor de até R$ 454 milhões é uma projeção para dez anos, não um aporte integral garantido desde a assinatura. Nos dois primeiros anos, o plano prevê até R$ 20 milhões, com prioridade para o futebol profissional e as categorias de base.

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A meta esportiva é levar a Inter à Série A do Brasileirão em até oito temporadas. O planejamento também prevê melhorias no centro de treinamento e no estádio Limeirão, além da profissionalização da gestão.

A assinatura ocorre depois de uma temporada importante: a Inter teve a SAF aprovada pelo conselho em setembro e garantiu o acesso à Série B após 35 anos de ausência.

O que acontece agora

Com a SAF assinada, a Inter já trabalha na montagem do elenco para 2027. O primeiro objetivo esportivo é o acesso à Série A2 do Campeonato Paulista, no primeiro semestre do próximo ano.

O acesso à Série B, porém, ainda não está garantido: o Paysandu questiona a CBF e pode tirar a vaga da Inter.

O caso se soma a uma onda de bilionários que compraram o controle de clubes brasileiros nos últimos anos.