O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta segunda-feira (5) que vai acompanhar de perto o segundo turno no Brasil, entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). "Vamos ver como isso se desenrola", declarou.
"Vai para o segundo turno. Acho que todos esperavam isso. Vamos ver como isso se desenrola", respondeu Rubio a um jornalista. A fala ocorreu em coletiva na base aérea Andrews, próxima de Washington, antes de ele embarcar para compromissos internacionais.
Descendente de imigrantes cubanos, Rubio é um dos nomes mais envolvidos na política dos EUA para a América Latina sob o governo de Donald Trump.
Ele já fez ao menos cinco viagens à região neste ano e lidera o "Escudo das Américas", coalizão para combater o narcotráfico com países alinhados a Trump.

Por que a declaração de Rubio preocupa o governo brasileiro?
Lula já havia dito estar "um pouco preocupado" com a atuação de Rubio e com uma possível interferência dele nas eleições, segundo a Metrópoles.
O presidente chegou a pedir ao TSE que investigasse a suspensão dos consulados dos Estados Unidos no Brasil, ocorrida na última sexta-feira (2).
Em agosto, Lula havia chamado Rubio de "bolsonarista". Em reunião de gabinete, Rubio defendeu o avanço de governos alinhados a Trump na região.
Publicidade
"Pela primeira vez em 15 a 20 anos, a esmagadora maioria dos países no Hemisfério Ocidental agora é liderada por líderes pró-americanos e governos pró-americanos. É uma conquista extraordinária", disse Rubio.
A fala de Rubio sobre o 2º turno brasileiro ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal informou que apura denúncias de interferência estrangeira no processo eleitoral, segundo o diretor-geral da corporação.
O que acontece agora
O segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula ainda não tem data de debates ou atos de campanha definidos publicamente. Rubio não detalhou se os Estados Unidos pretendem se manifestar sobre o resultado antes da votação final.





























