A COFCO International fez nesta segunda-feira (5) o primeiro embarque de biodiesel B100 por ferrovia da empresa no Brasil. O trem transportou 400 mil litros do biocombustível de Rondonópolis (MT) até Paulínia (SP), onde foi descarregado no terminal da OPLA.

Temos grande orgulho em destacar este envio inaugural de biodiesel da COFCO via modal ferroviário no país, conectando o Mato Grosso a São Paulo, um marco importante que reflete nossa capacidade de inovação na logística.

A declaração é de Guilherme de Castro Achcar, diretor comercial da COFCO International Brasil. Segundo ele, a empresa acelera a busca por alternativas logísticas "frente a um cenário desafiador no mercado", para garantir resiliência operacional.

Segundo a COFCO, a operação ferroviária foi planejada para complementar o transporte dutoviário e ampliar a eficiência da infraestrutura logística da companhia, que passou a contar com a nova Ferrovia Estadual de Mato Grosso.

A empresa também credita à ferrovia a redução da pegada de carbono do transporte.

Para que serve o biodiesel B100?

B100 é o biodiesel puro, sem mistura. Ele é o insumo que as distribuidoras combinam ao diesel fóssil até chegar ao percentual obrigatório por lei, hoje em 15% (B15).

A mistura deve subir 1 ponto percentual por ano até atingir 20% (B20) em março de 2030. O governo sinaliza intenção de antecipar o avanço para 16% ainda em 2026, mas isso depende de decisão do CNPE.

Cada ponto percentual a mais na mistura obrigatória significa mais demanda garantida por biodiesel, e mais pressão por logística como a que a COFCO está testando.

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Enquanto isso, o setor de biodiesel defende ir além do B15 por conta própria, embora o governo já tenha alertado para riscos de subir a mistura para 16%.

A COFCO é uma trading agrícola estatal chinesa, uma das maiores exportadoras de grãos do Brasil. Em 2024, embarcou 17 milhões de toneladas de soja e milho do país, a maior parte com destino à China.

O que acontece agora

A COFCO afirma que pretende seguir investindo em infraestrutura logística, avaliar novas rotas ferroviárias e parcerias estratégicas nos próximos anos.