Com o resultado das urnas definido no domingo (4), Minas Gerais já sabe quem são os 53 deputados federais que vão representar o estado em Brasília a partir de 2027. Agora, o eleitor pode acompanhar o trabalho de cada um por ferramentas oficiais.
O principal canal é o Portal da Câmara dos Deputados, que mostra todas as votações nominais no plenário. É possível buscar por projeto de lei, PEC ou pelo nome do parlamentar, e ver se o voto foi "sim", "não", abstenção ou falta.
Os gastos de gabinete ficam no Portal da Transparência da Câmara, incluindo o uso da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), verba mensal para despesas do mandato. Os dados são públicos e atualizados todo mês.
O site do TSE traz a prestação de contas de campanha e a declaração de bens de cada eleito. Nikolas Ferreira (PL), o mais votado do estado, declarou patrimônio de R$ 3,9 milhões.
Já Ana Elisa (PT), a deputada mais jovem eleita por MG desde 1994, não declarou bens à Justiça Eleitoral.
Por que o mais votado nem sempre garante a vaga?
Deputado federal é eleito pelo sistema proporcional: as vagas são distribuídas entre partidos e federações conforme a votação de cada grupo, e só depois ocupadas pelos candidatos mais votados de cada lista.
Por isso, um candidato pode ter mais votos de legenda que outro e, mesmo assim, não se eleger. O critério é o quociente eleitoral, calculado pela divisão dos votos válidos pelo número de vagas do cargo em cada estado.
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Entender esse mecanismo ajuda o eleitor a cobrar o partido, não só o nome na cédula, porque é a legenda que decide boa parte das vagas.
| Candidato | Partido | Votos |
|---|---|---|
| Nikolas Ferreira | PL | 3.119.318 |
| Ana Elisa | PT | 524.219 |
| Duda Salabert | PSOL | 229.535 |
Nikolas Ferreira teve a maior votação já registrada para deputado federal no Brasil, parte de uma eleição em que o PL elegeu a maior bancada da Câmara desde a Constituição.
Além dos portais oficiais, ferramentas independentes ajudam no acompanhamento. O app Meu Deputado, com mais de 100 mil downloads, permite comparar parlamentares por gastos, presença e votos.
Já o Cartão da Transparência, do Congresso em Foco, envia notificação de gastos direto no celular de quem escolhe acompanhar um deputado específico.
O ponto em aberto
Dos 53 deputados eleitos por Minas Gerais, apenas 14 são novatos, uma taxa de renovação de 26%, segundo o jornal O Tempo.
A maioria da bancada que assume em 2027 já ocupava o cargo antes, o que torna o histórico de votos e gastos de cada um ainda mais fácil de checar nos portais oficiais.





























