O ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT) foi eleito deputado federal por São Paulo com 109.548 votos, treze anos depois de sua última disputa eleitoral. Ele foi condenado no mensalão em 2012 e recebeu indulto do STF em 2016.
Cunha presidiu a Câmara entre 2003 e 2005, no primeiro mandato do presidente Lula. Ele foi eleito pela federação Brasil da Esperança (PT, PV, PCdoB) e assume o novo mandato em fevereiro de 2027.

Em 2012, o STF condenou Cunha a 9 anos e 4 meses de prisão no processo do mensalão. Ele foi beneficiado pelo indulto natalino de 2016 e cumpriu parte da pena em regime semiaberto e aberto.
Antes do 1º turno, a TV Sim Brasil mostrou que o PT destinou R$ 3,9 milhões às campanhas de quatro candidatos já condenados no mensalão e na Lava Jato, Cunha entre eles, segundo levantamento da revista Veja.
Cunha teve 109.548 votos no total, 0,46% dos votos válidos para deputado federal em São Paulo.
Osasco, onde Cunha começou a carreira política, ficou à frente até da capital paulista, que tem um eleitorado muito maior.
Por que ele decidiu concorrer
A candidatura nasceu de um pedido direto do presidente. O ministro Alexandre Padilha afirmou que a iniciativa partiu do Planalto.
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O próprio presidente Lula pediu para João Paulo Cunha colocar o nome à disposição.
Cunha deu dois motivos para aceitar. "A primeira é que o presidente Lula está entrando para o seu último mandato", afirmou. "A segunda razão é voltar a interagir em Osasco e na região", completou.
Já eleito, ele fez uma ressalva ao próprio governo, apontando os juros altos como o principal ponto negativo da gestão. "Juros elevados afetam a produção industrial, o poder aquisitivo dos trabalhadores", disse.
Para o novo mandato, Cunha quer uma atuação conjunta com outros deputados da região. "Quero convidar todos os deputados federais eleitos pela região para tentarmos construir uma plataforma comum", disse, citando saúde, segurança, educação superior e intervenções no rio Tietê como prioridades.
O que acontece agora
Cunha toma posse em fevereiro de 2027, início da nova legislatura, que também elegeu a maior bancada do PL desde a redemocratização e um recorde de 109 deputadas mulheres.
Entre os quatro condenados do mensalão e da Lava Jato que concorreram à Câmara neste ciclo, Cunha foi o único eleito.
Delúbio Soares (14.200 votos, por Goiás), André Vargas (pelo Paraná) e José Dirceu (por São Paulo) não conseguiram se eleger.





























