O Piauí tem 20 candidatos disputando as duas vagas do estado no Senado em 2026, a maior proporção do país: são 10 nomes por vaga, quase o dobro da média nacional de 5,8 candidatos por vaga. As candidaturas somam 14 partidos organizados em 13 coligações.
Concorrem à reeleição os dois senadores que ocupam as cadeiras hoje: Ciro Nogueira (PP), presidente nacional do partido, e Marcelo Castro (MDB). No Brasil inteiro, são 314 candidaturas para 54 vagas em disputa neste ano, uma média de 5,8 por vaga.
O paradoxo da fragmentação num reduto do PT
A disputa acontece no estado de maior força histórica do PT no país: foi no Piauí que Lula obteve o maior percentual de votos em 2022. Desde 2006, todos os governadores eleitos são do partido ou de aliados.
O atual governador, Rafael Fonteles (PT), é apontado como favorito à reeleição por pesquisas recentes. Mesmo com esse domínio no Executivo estadual, a corrida ao Senado é a mais pulverizada do país.
Ciro Nogueira apoia o candidato Joel Rodrigues ao governo, enquanto Marcelo Castro está aliado ao próprio Fonteles. Entre os 18 desafiantes estão nomes de espectros opostos, como o empresário Tiago Junqueira (PL) e o sociólogo Geraldo Carvalho (PSOL), ligado ao movimento sindical.
O cenário nacional ajuda a explicar o tamanho da chapa: o PT abriu mão de candidato próprio ao governo em 14 estados neste ciclo. Com a disputa majoritária concentrada, sobra espaço para partidos menores tentarem uma vaga isolada no Senado.
Como funciona a eleição
Cada eleitor vota em até dois nomes distintos para o Senado, com mandato de 8 anos. Os dois candidatos mais votados no Piauí, independentemente de partido ou coligação, vencem as duas vagas em disputa.
Com 20 nomes competindo pelo mesmo eleitorado, a pulverização de votos tende a favorecer quem já chega com nome consolidado, caso dos dois senadores que tentam a reeleição.
O Senado renova as cadeiras de forma alternada: numa eleição, cada estado escolhe 1 senador; na seguinte, escolhe 2. Como 2026 é o ano das duas vagas, a disputa atrai mais candidaturas em todo o país, caso também de Minas Gerais.
O que acontece agora
O registro das candidaturas ao Senado no Piauí já foi formalizado no TSE. A campanha segue até a véspera da votação, marcada para 4 de outubro, mesma data do primeiro turno para presidente, governador, senadores e deputados.


























