A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta quinta-feira (27) três novos casos de sarampo na capital paulista: um menino e uma menina, ambos com menos de um ano, e uma mulher de 30 anos. Nenhum dos três havia tomado a vacina.

Com os três casos, o total confirmado no estado em 2026 sobe para 26. A distribuição geográfica mostra a doença concentrada na Região Metropolitana: 23 casos na capital, 2 em São Bernardo do Campo e 1 em Guarulhos.

Do total de infectados no estado, 19 não haviam se vacinado ou tinham esquema vacinal incompleto. O dado reforça o diagnóstico do próprio governo paulista: a doença avança onde a cobertura vacinal ainda tem buracos, mesmo em uma região metropolitana rica em postos de saúde.

O surto cresce mais rápido que a campanha

No dia 23 deste mês, o Brasil somava 18 casos de sarampo no ano, 16 deles em São Paulo. Quatro dias depois, só o estado já soma 26.

O salto de 16 para 26 casos em São Paulo em menos de uma semana mostra a doença avançando mais rápido do que a campanha de vacinação em curso consegue conter.

O sarampo é uma das doenças mais contagiosas que existem: um único caso pode infectar até 18 pessoas não imunizadas no mesmo ambiente.

Quem pode se vacinar e onde

A Secretaria de Estado da Saúde mantém campanha de vacinação até 1º de setembro, com doses gratuitas nas unidades básicas de saúde para pessoas de 6 meses a 59 anos nas três cidades atingidas pelo surto: capital, São Bernardo do Campo e Guarulhos.

A Campanha Nacional de Multivacinação já havia começado em 3 de agosto e oferece 14 vacinas, incluindo a tríplice viral, que protege contra o sarampo. O Dia D nacional de mobilização, com posto reforçado em todo o país, aconteceu em 22 de agosto.

Não é a primeira vez que o estado reforça a resposta ao surto: em 19 de agosto, com 15 casos, a Secretaria já havia ampliado os pontos de vacinação contra o sarampo. Mesmo assim, o número de casos praticamente dobrou em oito dias.

O que acontece agora

A Secretaria de Estado da Saúde segue monitorando novos casos até o fim da campanha, em 1º de setembro. Quem não tem duas doses da tríplice viral pode procurar qualquer unidade básica de saúde das três cidades, sem agendamento.