O advogado Abelardo de la Espriella tomou posse nesta sexta-feira (7) como presidente da Colômbia, em cerimônia em Cali — a primeira posse fora de Bogotá em mais de 200 anos. Ele venceu a eleição com 49,66% dos votos, contra 48,70% de Iván Cepeda, e encerra quatro anos de governo de esquerda de Gustavo Petro.
O presidente Lula não foi à cerimônia; o Brasil foi representado pelo chanceler Mauro Vieira. Também não compareceu Petro, o presidente que está deixando o cargo. Em contraste, a posse reuniu um bloco de líderes de direita da região: os presidentes Javier Milei (Argentina), Santiago Peña (Paraguai), José Antonio Kast (Chile) e Daniel Noboa (Equador) estavam entre os cerca de 30 delegações estrangeiras esperadas, além do rei Felipe VI da Espanha.
Segurança reforçada em meio a ameaça de atos terroristas
Cali foi escolhida por ser um dos epicentros do conflito armado e da produção de coca no país — ao tomar posse ali, Espriella quis sinalizar que o Estado está retomando áreas dominadas pelo crime organizado. A cerimônia contou com 11 mil agentes de segurança, depois de o ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, alertar que grupos criminosos poderiam tentar atos terroristas para perturbar o evento. O novo governo anunciou o fim da política de "paz total" adotada por Petro, deu um mês para grupos armados se renderem antes de uma ofensiva militar e colocou o general Jorge Eduardo Mora no Ministério da Defesa.
Corte de gastos e giro econômico liberal
No campo econômico, Espriella prometeu reduzir o tamanho do Estado colombiano e cortar até 40% dos gastos administrativos até 2030, mantendo os programas sociais essenciais. A promessa chega em meio a uma inflação colombiana acima de 6% ao ano — o dobro da meta oficial — e uma dívida pública equivalente a 60% do PIB do país.














