Mulheres são 7.116 das 20.436 candidaturas registradas para as Eleições 2026, o equivalente a 34,8% do total e o maior percentual já registrado no país, segundo levantamento do Poder360 com base em dados do TSE. O número é 1 ponto percentual maior que o de 2022.
O levantamento usa dados preliminares, sujeitos a ajuste até 14 de setembro, quando termina o julgamento dos registros de candidatura pela Justiça Eleitoral. O prazo para registrar candidatura fechou em 15 de agosto.
A distância entre concorrer e ser eleita
O crescimento nas candidaturas não se repete nas urnas. Entre 2018 e 2024, mulheres foram 34% das candidaturas em média, mas só 17% dos eleitos, segundo levantamento da Câmara dos Deputados.
Em 2018, primeira eleição com financiamento público proporcional às candidatas, foram eleitas 77 deputadas, equivalente a 15% da Câmara.
O Brasil ocupa hoje a 139ª posição entre 184 países em representação feminina no parlamento, segundo a mesma fonte.
Um estudo do RenovaBR em parceria com o Painel da Folha de S.Paulo mediu a evolução de mulheres eleitas entre 2014 e 2022: de 11% para 18%, alta de 7 pontos percentuais em oito anos.
Nesse ritmo, a paridade de gênero no Legislativo só seria atingida em 2062.
Como funciona a cota de recursos para candidatas
A Constituição obriga os partidos a destinar ao menos 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário às candidaturas femininas, na proporção do número de mulheres registradas.
Uma novidade de 2026: partidos podem usar recursos do fundo especial para custear segurança de candidatas. Essas despesas, porém, não entram na conta da cota mínima de 30%.
O que falta para o Congresso refletir a população
Mulheres são 51,5% da população brasileira, segundo o Censo do IBGE, quase 17 pontos percentuais acima da fatia que ocupam hoje nas candidaturas. A distância que resta até a metade das cadeiras é o que o resultado de outubro vai medir.


























