Fernando Haddad (PT) lançou oficialmente a campanha ao governo de São Paulo neste domingo (16), em ato ao lado do presidente Lula no Estádio Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. A campanha de Lula, que também lançou a candidatura à reeleição no mesmo evento, estimou público de 20 mil pessoas.

É a segunda candidatura de Haddad ao governo paulista: em 2022, ele foi derrotado por Tarcísio de Freitas. Ele deixou o Ministério da Fazenda em 20 de março deste ano para concorrer.

Em discurso de cerca de cinco minutos, Haddad disse que Lula "nunca baixou a cabeça para nenhum líder político, banqueiro, empresário, sempre tratou todo mundo igual".

As críticas de Haddad ao governo Tarcísio

Haddad afirmou que o governo estadual "mudou o jeito de governar, mudaram as prioridades" e disse que o estado prioriza "empresários super-ricos e empresas gigantes" em vez da população.

Ele citou como falhas a segurança pública nos bairros, filas de exames e a qualidade da educação pública. Segundo o candidato, São Paulo caiu em rankings educacionais e cresce economicamente abaixo da média nacional.

Sobre as privatizações do governo Tarcísio, Haddad disse: "As privatizações estão deixando os serviços piores e as contas mais caras."

Como Tarcísio já respondeu a críticas parecidas

As privatizações, caso da Sabesp, já haviam sido tema de embate entre os dois em debate na Band, em 9 de agosto. Na ocasião, Tarcísio disse que as tarifas caíram após a privatização, mas argumentou que não poderiam ficar congeladas.

"A gente não faz privatização, Haddad, por fazer. A gente faz a privatização às vezes por necessidade", disse o governador, que também citou estatais insolventes como "especialidade da casa" dos governos do PT.

Além de Tarcísio (Republicanos) e Haddad, já registraram candidatura ao governo de São Paulo Vera Lúcia (PSTU), Carlos Machado (PCB), Vivian Mendes (UP) e Isadora Dias (PCO).