Alexandre Kalil (PDT) lançou a campanha ao governo de Minas Gerais neste domingo (16) no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, e anunciou que vai se afastar por sete dias a partir de segunda-feira (17) para um transplante de córnea. Ele esperou seis meses na fila do SUS pelo procedimento.
"Eu senti a dor de tanta gente que fica em uma fila do SUS. Fiquei 6 meses na fila", afirmou Kalil, segundo o Estado de Minas.
"A córnea é só pelo SUS, não existe outro mecanismo", disse o pré-candidato, explicando que não há alternativa particular para transplante de córnea no país.
"Se não fosse pelo SUS eu já estava operado há sete meses, porque eu, diferente de 90% dos mineiros, não dependo do SUS", completou, ao dizer que mesmo quem paga plano de saúde enfrenta a mesma fila.
Kalil lançou oficialmente a pré-candidatura pelo PDT no Aglomerado da Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Antes de se afastar para a cirurgia, participou à noite do primeiro debate entre os candidatos ao governo de Minas.
É a segunda tentativa de Kalil ao governo do estado. Em 2022, ele foi derrotado por Romeu Zema (Novo), reeleito ainda no primeiro turno.
O PDT oficializou a candidatura dele em convenção no fim de julho, mas ainda sem vice definido para compor a chapa.
A cirurgia está marcada para esta segunda-feira (17).
Seis meses de espera é muito tempo?
Não foge da média. Segundo dado do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) divulgado pela Agência Brasil em 2024, o tempo médio de espera por um transplante de córnea no Brasil era de 194 dias.
Cerca de seis meses, praticamente o mesmo período citado por Kalil.
A fila nacional por esse tipo de transplante quase triplicou em uma década. Eram 10.734 pacientes em 2014 e chegou a 28.937 em junho de 2024, segundo o mesmo levantamento.
São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram juntos cerca de 12,5 mil pessoas nessa espera.


























